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Dayene Paz | Terça, 29 de Agosto de 2017 - 11h50Briga em ritual de umbanda terminou em morteNesta manhã, polícia apresentou suspeitos de matar Hélio Teixeira da Costa

Suspeitos foram apresentados esta manhã
Suspeitos foram apresentados esta manhã (Foto: Luciano Muta)

Uma briga durante um trabalho de umbanda no bairro Tijuca, em Campo Grande, foi o que motivou o assassinato de Hélio Teixeira da Costa, de 28 anos. De acordo com as informações policiais, estava acontecendo uma comemoração no terreiro umbandista, quando Hélio teria incorporado uma entidade conhecida como “Sete facadas”, e foi incitado a matar a mãe Maria, que também estava incorporada.

Durante apresentação à imprensa esta manhã, na Cepol, o delegado Márcio Shiro Obara da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH), disse que o crime aconteceu no dia 29 de janeiro, e no mesmo dia o corpo foi localizado com sinais de esgorjamento, praticamente uma decapitação, próximo ao aeroporto de Campo Grande.

De acordo com o delegado, a vítima costumava frequentar o local e na ocasião, regrada com bebidas alcoólicas, Hélio teria incorporado a entidade Sete facadas. A ordem seria para ele matar a mãe de santo Ana Maria Calixto, 55 anos. Hélio estava com uma faca na cintura e então foi espancado por outros três rapazes, identificados como Gleibson José de Lira, vulgo Lagoa 35 anos; José Glebson de Lira, vulgo Lagoinha, 34 anos e Lucas Rodrigues de Almeida, de 18 anos. 

“Ele foi colocado dentro de um veículo Fiat Pálio e foi levado até um local ermo próximo ao aeroporto. Lá, Lucas puxou a cabeça de Hélio para fora do carro e cortou o pescoço da vítima. O corpo foi deixado no local”, conta o delegado.

Após investigações, a polícia chegou até os autores do crime, que foram presos no Jardim Tijuca. Eles confessam o crime, mas afirmam que não houve a participação da mãe de santo. Para a polícia, mãe Maria afirmou que estava incorporada e não lembra dos fatos.

Os envolvidos serão indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Outro crime- Além do envolvimento no assassinato, Ana Maria vai responder pelo crime de exploração sexual, já que na casa dela, durante a investigação, a polícia encontrou uma adolescente de 17 anos que afirmou ser explorada sexualmente. No local, ainda, outras mulheres se prostituiam. 

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