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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Latrocínio

MPE pede 40 anos de cadeia a assassinos de Silveira

Quatro pessoas foram denunciadas pela morte brutal de ex-vereador e esposa

5 Ago2017Valdelice Bonifácio15h59

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou quatro pessoas pelo assassinado do ex-vereador Cristóvão Silveira e sua esposa Fátima de Jesus Diniz Silveira, crime praticado no dia 18 de julho, no sítio do casal, na saída para Rochedo, em Campo Grande. Se acatada a denúncia do MP, a pena para os envolvidos pode chegar a 40 anos de prisão. Além da condenação, o órgão pede que seja fixada reparação dos danos materiais e morais causados pelos criminosos e, ainda, estipulada quantia em dinheiro aos dependentes das vítimas, da importância de 1 a 360 salários mínimos.

A ação penal foi ajuizada pelo promotor de Justiça Clóvis Amauri Smaniotto, titular da 17ª Promotoria de Justiça, contra os réus Rivelino Magelo, Rogério Nunes Magelo, Rivaldo Nunes Mangelo e Alberto Rivelino Nunes Mangelo, todos envolvidos no assassinato do ex-vereador Cristovão Silveira e sua esposa Fátima de Jesus Diniz Silveira.

De acordo com a acusação, os réus praticaram os seguintes crimes: Rivelino Nunes Mangelo – crimes de latrocínio, vilipêndio a cadáver, destruição parcial de cadáver; Rogério Nunes Mangelo - latrocínio; Rivaldo Nunes Mangelo - crimes de latrocínio, destruição parcial de cadáver; e, Alberto Rivelino Nunes Mangelo - receptação e favorecimento pessoal. A ação penal foi ajuizada na quarta-feira, dia 2 de agosto, na 4ª Vara Criminal de Campo Grande.

Crime premeditado - Rivelino era caseiro na propriedade do casal e planejou o crime no qual foi ajudado pelos demais réus. Após a prisão, ele disse, durante entrevista coletiva na sede do Grupo Especializado de Repreensão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), ter praticado o crime porque era frequentemente humilhado por Silveira.

Conforme a Polícia Civil, Rivelino e todos os demais confessaram sua participação no caso. O caseiro alegou que sua relação com o patrão ficou difícil desde que ele descobriu que Silveira teria uma amante. A partir daí, o caseiro afirma que passou a sofrer ameaças constantes para não revelar nada à esposa do ex-vereador. “Ele já descia armado da caminhonete. Eu não podia sair da chácara, pois dizia que ia me matar”, argumentou Rivelino.

Embora o caseiro e seus comparsas tenham roubado a caminhonete L-200 do ex-vereador e outros objetos da residência do casal, Rivelino assegurou o dinheiro não foi a motivação principal do crime, mas sim o desejo de vingar-se do patrão.

Silveria e a esposa foram mortos por esfaqueamento. A mulher foi encontrada seminua e com as partes íntimas queimadas, indicando possível violência sexual.

Quinto envolvido - O MP também requereu que, além dos demais acusados que já estão presos, seja decretada a prisão preventiva do acusado Rivaldo Nunes Mangelo, que durante as investigações não foi localizado pela polícia.

Conforme o promotor, os acusados fazem parte da mesma família e que, se forem condenados de acordo com a acusação, a pena dos acusados Rivelino Nunes Mangelo (pai), Rogério Nunes Mangelo (filho) e Rivaldo Nunes Mangelo (filho) podem ser, no mínimo, 40 anos de prisão, e, do acusado Alberto Rivelino Nunes Mangelo de, no mínimo, 1 ano e 1 mês de prisão.

O promotor de Justiça disse também que as investigações demonstraram que Diogo André dos Santos Almeida também foi um dos autores do crime de latrocínio e vilipêndio a cadáver, mas ele não será processado porque foi morto a tiros, em confronto com a polícia, próximo à cidade de Corumbá, quando estava ocupando o veículo roubado das vítimas.

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