Campo Grande •17 de Outubro de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio | Quinta, 27 de Julho de 2017 - 14h00Assassinos de musicista estão em prisão preventivaTrio é acusado de latrocínio e ocultação de cadáver

  
Luis Alberto foi quem atraiu a vítima para a emboscada que terminou em assassinato e roubo (Foto: Marco Miatelo)
  • Luis Alberto foi quem atraiu a vítima para a emboscada que terminou em assassinato e roubo
  • Mayara Amaral foi morta de forma cruel (Foto: Reprodução/Facebook)
  • Trio foi preso em flagrante após o crime (Foto: Marco Miatelo)

O juiz Ricardo Gabiati decretou a prisão preventiva de Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, Ronaldo da Silva Olmeda, 30, conhecido como Cachorrão, e Anderson Sanches, 31. O trio está preso por roubar e matar a musicista Mayara Amaral, 27 anos, na segunda-feira passada, 24 de julho, em um crime premeditado em Campo Grande. A decisão do magistrado foi tomada após audiência de custódia na manhã desta quinta-feira, 27 de julho.

Os três são acusados de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver, crimes que podem render até 33 anos de prisão. O trio está provisoriamente em cela da 5ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro Piratininga. Agora, eles devem ser transferidos para o sistema prisional da Capital.

Luis Alberto foi quem atraiu a vítima para um encontro amoroso no motel Gruta do Amor, na saída para Rochedo, o que na verdade, era uma trama para roubar o carro e os pertences da moça e matá-la. À polícia, ele teria admitido o crime. Já Ronaldo e Anderson negam participação no caso.
Luis Alberto também era músico e chegou a tocar junto com Mayara.

Na noite de crime, Luis, Mayara e Ronaldo estavam no motel. Os dois teriam mantido relações com a moça, com o consentimento dela, segundo alegaram os acusados. A polícia suspeita que a jovem reagiu ao descobrir a emboscada e acabou morta dentro do motel.

Ela teria sido espancada pelos dois homens que usaram até um martelo para mata-la. O apartamento escolhido foi o último do motel, provavelmente para impedir que testemunhas ouvissem a ação criminosa.

Depois do homicídio, o corpo da moça foi colocado no carro da própria vítima e levado para a casa do terceiro envolvido na trama, Anderson Sanches, amigo da dupla. O endereço não foi revelado pela polícia que ainda apura detalhes do crime.

No local, o trio dividiu os objetos da vítima, um notebook, dinheiro e outros pertences. Cerca de oito horas depois, eles decidiram leva-la para a região do Inferninho, na saída para Rochedo, onde o corpo foi desovado pelos criminosos. 

O cadáver foi encontrado na tarde desta terça-feira, 25 de julho, parcialmente queimado. A ideia dos criminosos era ocultar o cadáver e dificultar a identificação da Mayara. Contudo, a polícia conseguiu desvendar identidade e autoria do crime rapidamente garantindo a prisão em flagrante dos suspeitos, agora convertida em preventiva, sem data para terminar.

 

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