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Valdelice Bonifácio | Segunda, 4 de Setembro de 2017 - 16h46Assassino de musicista casa e quer sacar FGTSLuiz e a namorada assinaram termo de convivência marital, o que permitirá visitas

(Foto: Marco Miatelo)

Luiz Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, que está preso pelo assassinato da musicista Mayara Amaral, 27, casou-se com a namorada na cadeia, segundo informação do advogado Conrado Passos. “Ele e a jovem assinaram um termo de convivência marital, providenciado pela assistência social da Agepen, que a permitirá fazer visitas a ele na prisão”, explica. Além da possibilidade de obter visitas, Luiz Alberto também está requerendo o direito de sacar seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), na Caixa Econômica Federal (CEF).

O advogado pediu à Justiça autorização para que Luiz Alberto vá escoltado a uma agência da Caixa Econômica.  Conforme o advogado, a Caixa exige a presença do beneficiário para fazer o saque. O pedido foi feito no dia 29 de agosto e a expectativa é de que a resposta do juiz saia ainda nesta segunda-feira, 4 de setembro. “Já tentamos de outras formas. O pai dele já esteve lá, mas a Caixa quer a presença dele. Por isso, estamos pedindo autorização à Justiça”, explicou.

Conforme o advogado, Luiz Alberto está recebendo tratamento médico dentro do Presídio de Trânsito (Ptran) em relação à abstinência de drogas e ainda uma doença venérea.

Latrocínio - O réu Luiz Alberto foi denunciado pelo crime de latrocínio, agravado pelo motivo torpe, ou seja, por ódio da vítima e contra pessoa com envolvimento amoroso - violência doméstica. Ele também é acusado pela ocultação e destruição parcial de cadáver, agravado para assegurar a impunidade e vantagem do crime de latrocínio, com uso de fogo e que podia resultar em crime comum.

Na noite de 24 de julho, a jovem foi atraída a um motel na Capital pelo baterista, com quem vinha mantendo um relacionamento. No local, ele a matou a marteladas e depois tentou se livrar do corpo da vítima. O cadáver foi encontrado no dia 25 de agosto por populares em uma área nas proximidades do local conhecido como Inferninho, na saída para Rochedo, em Campo Grande, ainda em chamas.

No dia seguinte, Luiz Alberto foi localizado e preso. Em entrevista à Revista Veja publicada em 5 de agosto, o rapaz disse ter matado Mayara após discutir com ela. “Fui movido pelo ódio porque tínhamos discutido e ela debochou da minha namorada. Chamei-a de vagabunda e ela me bateu. Tive um ataque de fúria, tinha bebido e cheirado. Depois que tudo aconteceu, chorei por mais de duas horas seguida”, disse durante a entrevista.

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