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24 de abril de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Crime

Assassino de major agiu por motivo torpe

Autor do crime pediu cigarro, mas diante da negativa esfaqueou a vítima em frente a hotel em Bonito

16 Abr2019Valdelice Bonifácio17h14
Major da reserva do Exército e professor de matemática Paulo Setteval (Foto: Reprodução/Facebook)
  • Delegado Gustavo Barros concedeu entrevista coletiva na Capital
  • Major da reserva do Exército e professor de matemática Paulo Setteval (Foto: Reprodução/Facebook)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)
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O pintor Bruno da Rocha, de 31 anos, que está preso pelo assassinato a facada do major da reserva do Exército e professor de matemática Paulo Setteval agiu por motivo torpe, segundo a Polícia Civil. O crime foi praticado na noite de domingo, 14 de Abril, na cidade de Bonito, onde a vítima estava a passeio.

O autor alegou que passava, em uma bicicleta, em frente ao Hotel CLH, em Bonito, quando avistou a vítima fumando. Ele pediu um cigarro, mas Paulo não deu. Revoltado com a negativa, ele seguiu em frente e metros depois, deixou a bicicleta e voltou a pé em direção à vítima.

“Então, ele chegou por trás da vítima e golpeou-lhe no tórax. Paulo não teve chance de se defender. Por isso, Bruno foi enquadrado por homicídio qualificado, por motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima”, relatou o delegado responsável pelo caso Gustavo Henrique Barros, de Bonito, durante entrevista coletiva concedida na Delegacia Geral de Polícia Civil (DGPC), na Capital na tarde desta terça-feira, 16 de Abril.

Conforme o delegado, na noite do crime, Bruno saiu pelas ruas de Bonito portando uma faca à procura da namorada com quem tinha discutido. No caminho, encontrou a vítima em frente ao Hotel e abordou pedindo o cigarro. A análise preliminar das imagens de câmeras de segurança da região aponta que não houve discussão entre os dois.

Bruno alega que o Paulo o teria chamado de trombadinha. A Polícia Civil não tem certeza de tal declaração partindo da vítima e trata o relato como uma possível estratégia de defesa de Bruno.

Após o crime, o autor foi à residência onde morava e queimou as roupas que usava no momento do crime, dando início a sua rota de fuga. Informações de populares ajudaram a polícia a chegar ao esconderijo de Bruno em uma casa abandonada em local afastado do centro de Bonito.

Ele não resistiu à prisão, mas a arma usada no crime não foi encontrada com o autor. Conforme o delegado, no momento da prisão, Bruno não estava embriagado ou sob efeito de drogas. Logo no primeiro depoimento, ele confessou o homicídio.

A briga entre Bruno e a companheira, bem como uma suposta intenção de mata-la estão sendo investigadas em sigilo. O rapaz já tem passagens anteriores por tráfico de drogas, ameaça e desacato.

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