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19 de maio de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Operação Phanton

Assaltantes de banco receberam videoaulas

Mandante da quadrilha dava aulas de como assaltar caixas eletrônicos em vídeos feitos na prisão

14 Mar2019Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital18h39
Organograma da quadrilha (Foto:Divulgação/GARRAS)
  • Oito dos envolvidos foram apresentados nesta quinta-feira (14) na sede do GARRAS
  • Organograma da quadrilha (Foto:Divulgação/GARRAS)
  • Melrison ensinava técnicas de roubo a caixas eletrônicos (Foto:Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

Depois de deflagrar na última quarta-feira (13) Operação para prender acusados de furtos e roubos, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assalto e Sequestro (GARRAS) em ação conjunta com a Delegacia de Polícia (DP) de Chapadão do Céu - GO, Ministério Público Estadual (MPE), Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e Poder Judiciário cumpriram somente nesta quinta-feira (14) 10 mandados de prisão. Ações criminosas executadas em outros quatro Estados do País também estão atreladas a esta investigação, já que seu professor e mandante está encarcerado em presídio de Mato Grosso do Sul.

Melrison da Silva foi preso em março de 2018 por orquestrar roubos a banco e continuou sendo mandante de ações criminosas, mas desta vez de dentro do presídio. No Estabelecimento Penal de Segurança Máxima de Campo Grande, Melrison produzia vídeos onde ensinava técnicas de roubo a banco, como corte de caixas eletrônicos e desativação de alarmes, por isso o vulgo “professor”. As imagens eram difundidas via WhatsApp o que aumentou a capacidade intelectual de bandidos da região. Em 2015 foram feitos 8 registros de furto a caixas eletrônicos, número que saltou para 30 em 2018, onde três dessas ações foram consumadas.

De acordo com um dos delegados que investiga o caso, Fábio Peró, “Mato Grosso do Sul não tinha mão de obra criminosa para roubos a banco”, por isso foi instaurado um inquérito policial para desconjuntar quadrilhas que faziam este tipo de ação no Estado. Nos Estados do Paraná, São Paulo, Acre e região Nordeste do País também foram feitas prisões em flagrante de crimes vinculados aos de MS, o que totalizou 25 prisões em todo o Brasil, 20 delas em Mato Grosso do Sul.

A maioria dos envolvidos nos roubos tem alguma ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), tanto que durante as ações policiais foram apreendidos 10 quilos de maconha, 300 gramas de pasta base de cocaína e 3 sub metralhadoras 9mm. Outros crimes executados anteriormente à investigação, como roubo (15 casos) e estupro (03 casos), também foram sendo desvendados no decorrer da Operação, já que os investigados também estavam envolvidos nessas práticas.

Em Mato Grosso do Sul as cidades atacadas pela quadrilha investigada foram Ponta Porã, Dourados, Campo Grande e Aquidauana, Chapadão do Céu - GO, que faz divisa com MS, também foi alvo de crimes. Oito procurados foram presos em Campo Grande e dois em Chapadão do Céu.

Um dos executores das ações é adolescente infrator que não teve idade revelada. Melrison da Silva, o “cabeça” da quadrilha, talvez seja transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande. No total foram 7 ataques contra instituições financeiras e 16 ao comércio. Dois alvos da operação ainda estão sendo procurados. A Polícia Civil suspeita que a execução das ações podem estar relacionadas a arrecadação de dinheiro para sustento da organização criminosa.

A Operação Phanton tem este nome porque ao concretizar as ações os suspeitos vestiam mantas térmicas que o deixavam parecidos com fantasmas, que é o significado da palavra Phanton na língua inglesa.

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