Menu
23 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Super banner TCE - Campanha Ouvidoria
Flagrante

Após denúncias, PMA fecha rinha e resgata galos em situação de maus tratos

Aves tinham ferimentos na crista, peito e mutilações, conforme a PMA

11 Set2016Da redação17h50

Policiais Militares Ambientais de Aparecida do Taboado receberam denúncias, de que um homem residente à Alameda Campo de Marte, na cidade, mantinha rinhas de galo no local e que os galos estariam em situação de maus-tratos. A PMA foi ao local hoje (11) às 9h30 e verificou a veracidade das denúncias.

Os policiais verificaram a criação e manutenção de 15 animais domésticos da espécie galo-índio (Gallus gallus domesticus) em espaço inadequado. Eles eram mantidos confinados individualmente em gaiolas com tamanho médio de 70,0 cm x 70,0 cm com restrição de movimentos, privação de luz solar e circulação aérea inadequada.

Os animais apresentavam cicatrizes de ferimentos na crista e peito. Todas as aves apresentavam-se mutiladas, com as esporas cortadas e sem as penas nas coxas, pescoço e embaixo das asas, sinais característicos de emprego das aves em combates conhecidos popularmente por "rinhas de galo".

O local apresentava toda a estrutura comum aos locais de rinha, como pátio aberto com piso cimentado, assentos (bancos) e estruturas circulares de metal conhecidas como "arenas".

O infrator, de 42 anos, residente no local, alegou que cria galos para fins reprodutivos, negou o emprego dos animais em combates e justificou as cicatrizes e mutilações verificadas, afirmando ser necessário cortar as esporas para que os galos não machuquem as galinhas no ato de cruzamento. Os animais, gaiolas e arenas foram apreendidos.

O infrator foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Aparecida do Taboado, juntamente com os animais e materiais apreendidos e responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais. A pena é de três meses a um ano de detenção. Ele também foi autuado administrativamente e multado em R$ 7.500,00.

Veja Também