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17 de julho de 2018 • Ano 7
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Presídio Federal

Ameaçados, agentes penitenciários federais pedem apoio do governo

No presídio federal em Campo Grande, estiveram presos considerados de alta periculosidade, como Fernandinho Beiramar e Marcola

20 Jul2017Dayene Paz11h38

Se sentindo ameaçados por presos federais, agentes penitenciários fizeram, na manhã desta quinta-feira, 20, no Presídio Federal, em Campo Grande, um ato para sensibilizar o governo. “Queremos uma portaria que regularize as visitas dos internos”, afirma uma das funcionárias do sistema, Daniela Fernandes.

No Presídio Federal em Campo Grande, estiveram os presos considerados de alta periculosidade, como Fernandinho Beiramar e Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, um dos líderes do Primeiro Comando da Capital, PCC, facção que age dentro dos presídios.

De acordo com Daniela, o sistema não foi criado para que os presos federais recebam visitas. “Porque atualmente é usada a lei do sistema penitenciário estadual, onde eles tem direito a visita íntima e a visita de contato físico, mas o nosso sistema não foi criado com esse objetivo, foi criado com o objetivo de isolar os internos”, fala.

O primordial, segundo os trabalhadores do sistema, para que funcione, é que as visitas fiquem isoladas em parlatório, onde são gravadas as conversas.  “Eles já vieram pra cá porque eles não cumprem as regras, aí vamos dar todos os benefícios das outras penitenciárias?”, questiona. “Quando eles fazem a visita intima, são quando eles passam as ordens”, afirma a mulher.

A reivindicação também por receio a ameaças que frequentemente sofrem dentro das unidades. “Domingo passado um interno não quis cumprir uma ordem, e afirmou para o agente que eles estavam em 23 estados e cinco países, e que lá fora eles iriam se acertar. Os reféns somos nós, eles continuam livres”, termina Daniela.

Medo – Uma agente federal que trabalhava como psicóloga na Penitenciária Federal de Catanduvas foi morta a tiros em Cascavel, no Paraná. Melissa Almeida, 37 anos, foi abordada por um grupo de ao menos quatro homens armados com fuzis quando chegava em casa de carro, em um condomínio residencial do bairro Canadá, no final da tarde do dia 26 de maio.

A suspeita é de que o crime tenha sido encomendado por uma facção criminosa paulista, já que um dos dois homens presos horas depois confessou pertencer à organização. No carro, junto com Melissa, estavam o marido, o policial civil Rogério Ferrarezzi, também baleado, e o filho do casal, de dez meses, que não teve ferimentos.

A Polícia Federal de Cascavel tomou a frente das investigações em razão da suspeita de envolvimento de uma facção criminosa e também porque Melissa era uma agente federal. A principal suspeita é de que a bauruense era o alvo do grupo, já que ela tinha, dentro da penitenciária de segurança máxima de Catanduvas, a função de avaliar o perfil psicológico dos detentos.

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