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Dayene Paz | Quinta, 5 de Janeiro de 2017 - 09h54Amamsul justifica prisão de PRFAssociação afirma que o juiz não voltou atrás de sua decisão

(Foto: André Bittar)

A Associação de Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul) justificou a prisão do policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 46 anos, que matou a tiros o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, após uma briga de trânsito, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, no sábado passado, 31 de dezembro de 2016. Em um primeiro momento, o policial foi liberado, mas de acordo com o juiz José de Andrade Neto "o único fundamento acolhido pelo juiz foi o de que o MP apresentou provas que o policial, de alguma maneira, tentou modificar o cenário dos fatos ao dizer que usava farda completa, quando na verdade não usava, bem como ao constar no auto de prisão em flagrante que havia sido conduzido pelos policiais militares, quando na verdade compareceu espontaneamente acompanhado de um advogado e de um colega PRF", afirmou a Amamsul, em nota enviada à imprensa.

A Associação afirma que o juiz não voltou atrás de sua decisão. "Importante informar que o juiz deixou claro na decisão que não se trata de voltar atrás em seu entendimento, o qual continua mantido de acordo com a realidade do inquérito no tempo da primeira decisão que colocou o policial em liberdade provisória, mas efetivamente a análise de fatos e provas novas apresentadas pelo MP nesse pedido e que nãoO estavam no auto de prisão em flagrante quando recebido pela primeira vez pelo magistrado".

Além da prisão preventiva, as Justiça pediu ainda perícia nos telefones celulares da vítima e do policial. Há suspeita que o policial possa ter sido favorecido em função da profissão e ainda induzido colegas a erro. O policial nunca negou ter atirado no empresário, mas ele sustenta que foi em legítima defesa. Ele afirma que Adriano que conduzia uma caminhonete Hillux tentou atropelá-lo, por isso, ele atirou. 

O empresário foi atingido por cinco tiros de pistola ponto 40 do policial. Um adolescente que estava no carro, também foi ferido. O policial que foi preso em flagrante foi colocado em liberdade pelo juiz José de Andrade Neto que entendeu que Su Moon não atrapalharia o processo. A decisão do juiz causou polêmica. A OAB-MS divulgou que vai acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a decisão do juiz. O promotor que solicitou a prisão preventiva pede ainda perícia no buraco que a vítima teria desviado e acabou fechando o veículo do policial e em vídeos que circulam na internet. Outra solicitação é que sejam ouvidos jornalistas que estiveram no local, pessoas que testemunharam a cena, moradores e ainda que seja feita uma varredura em casas e comércios a procura de imagens de câmeras de segurança.

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