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18 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Wesner

Agressores do lava jato cometeram homicídio, diz MP

Procurador-geral não concorda com tese de brincadeira defendida pelos autores

17 Mar2017Valdelice Bonifácio, com TV MS Record19h30

O Ministério Público Estadual (MPE) decidiu que a morte de Wesner da Silva de Oliveira, 17 anos, deverá ser tratada como homicídio doloso – quando há intenção de matar. O jovem foi vítima de agressão em um lava jato em Campo Grande, no dia 3 de fevereiro.  Ele teve uma mangueira de alta pressão introduzida no corpo e morreu dias depois  na Santa Casa da Capital.

Os autores do crime Thiago Giovanni Demarco Sena, 20 anos, e Willian Henrique Larrea, 30, respondem pelo crime em liberdade. A defesa da dupla alega que não houve intenção de matar, visto que a lesão ocorreu durante uma brincadeira entre os três. Por isso, até aqui havia a dúvida se o caso deveria ser tratado como homicídio ou lesão corporal grave seguida de morte.

Porem, na tarde desta sexta-feira, 17 de março, o procurador-geral de Justiça, Paulo Passos, convocou uma entrevista coletiva para esclarecer o posicionamento no Ministério Público a quem cabe denunciar autores de crimes. O procurador vai encaminhar o processo para a promotora Lívia Bariani, da 18ª Promotoria de Justiça. Ela oferecerá denúncia por homicídio doloso para que os autores sejam julgados no Tribunal do Júri.

Conforme o procurador, sua decisão foi baseada em provas do processo. “O que ocorreu não foi uma brincadeira, sim um homicídio”, definiu o procurador-geral. Um pedido de prisão preventiva dos autores do crime segue em análise pelo Poder Judiciário.

(Com informações da TV MS Record)

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