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29 de maio de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Triplo Homicídio

Acusado de triplo homicídio é preso na fronteira com a Bolívia

Crime aconteceu em fazenda e autor alega ter sido vítima de provocação das vítimas

15 Out2019Da redação16h20

Equipes da Força Tática da Polícia Militar, da Polícia Civil e da ALI (Agência Local de Inteligência), prenderam nesta terça-feira, 15 de outubro, Laudinir da Silva Penaz, de 34 anos, o "Corumbá". Ele é acusado de ser o autor do triplo homicídio, ocorrido no domingo (13) na fazenda Coqueiro, localizada na estrada que dá acesso ao Forte Coimbra, a 60 km do centro corumbaense.

Laudinir foi preso na região do Jacadigo, numa área conhecida como Carmen de La Fronteira, na divisa com a Bolívia. Conforme o sargento da Polícia Militar, Wagner Souza Braga, as buscas tiveram início logo depois do crime e no momento da prisão, o acusado  confessou ter matado a tiros Pedro Carlos Aquino, 45 anos,  Jocemar Gonçalves dos Santos, de 36,  João Estevão Cáceres, de 50 anos,  e ter  ferido Vinícius Schumacher de Lima, de 27 anos, baleado na lateral esquerda da boca. As vítimas eram de Guia Lopes da Laguna e estavam na fazenda  para fazer serviço de empreitada na propriedade rural.

"Recebemos a informação de que ele poderia estar próximo da divisa com a Bolívia”, contou o sargento Braga. As equipes seguiram para a região do Jacadigo na noite de segunda-feira em viaturas descaracterizadas e passaram a madrugada na área, solicitando, inclusive, apoio da Polícia Boliviana, já que a região fica na faixa de fronteira entre os dois países.

“Fechamos o cerco e no final da manhã desta terça-feira, chegamos no sítio em que estava escondido. Ao perceber a presença policial, ele tentou fugir para a Bolívia, mas como já havia equipes da polícia boliviana, retornou para o lado brasileiro. Foi quando sofreu uma queda e acabou se rendendo”, completou o sargento da PM, frisando ainda que a vítima que sobreviveu, Vinícius Schumacher de Lima, o reconheceu como autor dos crimes.

Outro homem foi preso junto com Laudenir. Não há indícios da participação dele nos homicídios, mas na comercialização da arma utilizada para o crime. “Ele é apontado como responsável em ajudar a vender a arma, possivelmente achou um comprador para o revólver utilizado nos disparos contra as vítimas”, explicou o sargento Braga.

O assassino confesso disse estar "arrependido" pelo o que fez e também negou ter roubado qualquer quantia em dinheiro, já que a principal linha de investigação apontava que o motivo do crime seria latrocínio (roubo seguido de morte), pois conforme as informações, as vítimas haviam recebido R$ 2 mil na última sexta-feira pelos serviços prestados na fazenda.

“Eu atirei neles porque disseram que eu não era homem e que corumbaense não tinha coragem de atirar. Foi aí que resolvi atirar neles. Depois disso, fugi com o carro e abandonei perto do lixão e fui para o local onde me prenderam, mas eu não queimei nenhum carro e nem roubei nenhum dinheiro”, afirmou Laudinir.

O veículo Fiat Strada com placas de Guia Lopes da Laguna foi encontrado em chamas em uma mata, localizada na rua Ceará entre a Vinte e Um de Setembro (trecho anel viário) e Edu Rocha, parte alta da cidade.

Já em relação ao tiro disparado contra o único sobrevivente, Vinícius, Laudinir declarou: “atirei nele para não deixar vestígios. Ele estava no local e viu o que tinha acontecido”. Nenhuma arma foi encontrada durante a prisão do acusado.

Laudinir está preso na 1ª Delegacia de Polícia Civil responsável pelas investigações.

(Com informações: Diário Corumbaense)

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