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9 de abril de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Campo Grande

Acusado de matar motorista de aplicativo passa por audiência

Igor César de Lima Oliveira confessou ter matado o motorista de aplicativo Rafael Baron por ciúmes

19 Fev2020Ana Lívia Tavares18h26
(Foto: Marco Miatelo)
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A viúva do motorista de aplicativo Rafael Baron ficou frente a frente com o acusado de matar o marido a tiros, na tarde desta quarta-feira (19), durante a primeira audiência sobre o caso.  Além do depoimento dela, foram ouvidos familiares de Igor César de Lima Oliveira e o réu. Igor é acusado de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a assistente de acusação, a viúva do motorista deseja que ele vá a júri popular. “A família quer justiça e espera que ele possa responder pelos crimes que cometeu”, disse o advogado Victor Fugimoto.

Rafael foi morto no dia 13 de maio do ano passado com dois tiros. Ele estava trabalhando e foi buscar Igor e a mulher dele na Upa (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário e deixar os dois no Condomínio Reinaldo Buzanelli II, no Jardim Campo Nobre.  O autor se apresentou três dias depois do homicídio. Ele já estava foragido do sistema prisional quando cometeu o crime. Na época, na delegacia, disse que a motivação do crime foi ciúmes porque o motorista conversou com a esposa dele.

“Eu jamais acreditei nisso, conhecia meu marido há sete anos e nunca desconfiei dele. Mas eu não quero passar essa raiva para meu filho de apenas 3 anos porque tinha uma sensação de impunidade. Porém, só desejo que ele pague pelo crime”, disse a viúva Karinne Pereira Baron.

A prisão de Igor pelo homicídio não foi decretada pela Polícia Civil logo após o crime, apesar dele ter confessado. O autor voltou para a prisão para cumprir pena pelo crime anterior de roubo. Pouco depois, conseguiu o benefício da progressão de regime e aproveitou para fugir.

Durante o depoimento, a mãe de Igor confessou que durante todo o tempo que o filho estava foragido ficou na casa dela. “Nós estávamos esperando para ter dinheiro e pagar um advogado para ele se apresentar porque fiquei com medo, ele estava sendo ameaçado por motoristas de aplicativo”, disse a mulher ao MPE (Ministério Público Estadual).

O pedido de prisão pelo homicídio só ocorreu meses depois da morte de Rafael. Igor foi recapturado no dia 9 de fevereiro por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar depois de uma denúncia anônima.

Mesmo confessando que também teve a intenção de matar a esposa, na época,  Igor continuou a se relacionar com a mulher normalmente depois do crime. Foi o que ela relatou em audiência. “Nós nunca nos separamos. Eu fiquei com ele todo esse tempo”.

Ainda segundo a esposa do réu, ela não deixou que ele se apresentasse a polícia novamente porque queria que Igor visse o filho de um mês nascer e nega que o motorista de aplicativo tenha dado em cima dela.

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