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Valdelice Bonifácio | Quinta, 31 de Agosto de 2017 - 20h10Brasil trata bandidos a perfume francês, diz juizJuiz federal famoso por sua atuação contra o narcotráfico concedeu entrevista ao Cidade Alerta

  
Odilon de Oliveira em entrevista ao jornalista Rodrigo Nascimento, apresentador do Cidade Alerta MS (Foto: Valdelice Bonifácio)
  • Odilon de Oliveira em entrevista ao jornalista Rodrigo Nascimento, apresentador do Cidade Alerta MS
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)

“O Brasil trata bandidos a perfume francês e talco”. A avaliação é do juiz federal Odilon de Oliveira que nesta quinta-feira, 31 de agosto, concedeu entrevista ao programa Cidade Alerta, da TV MS Record, na qual criticou o sistema penal brasileiro. “Tem é que partir para cima destes vagabundos”, mencionou.

A TV MS Record está exibindo uma séria de reportagens especiais sobre as fronteiras brasileiras, sempre vulneráveis às ações das quadrilhas. Odilon de Oliveira atuou na fronteira e já condenou cerca de 120 traficantes e confiscou mais de R$ 2 bilhões das organizações criminosas. Sua história de vida foi parar nos cinemas através do filme ‘Em Nome da Lei’, dirigido por Sérgio Rezende.

Sempre ameaçado pelo crime organizado, o juiz vive sob escolta policial. Mesmo assim, durante entrevista ao Cidade Alerta, ele declarou que não tem medo de morrer. Na opinião do experiente magistrado, a privatização do sistema prisional poderia ser uma solução para impedir regalias e corrupção nas penitenciárias do País. “Desde que seja possível impor multas pesadas às empresas que não cumprissem o contrato”, explicou.

O juiz também se queixou da crise de confiança da sociedade em relação ao Estado brasileiro na segurança pública. “Ninguém está mais acreditando no Estado, porque as vezes parece que é tudo uma farsa”, disse.

Outro ponto criticado pelo magistrado e que atrapalha as punições é o fato de que tem se vendida para a sociedade a ideia de que a polícia é violenta. “Tem que se acabar com essa presunção de que a polícia é torturadora porque não é”, assegurou.

Odilon de Oliveira tem 30 anos na magistratura federal e neste ano pediu sua aposentadoria.

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