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13 de outubro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Audiência Pública

Violência sexual dá sinais, diz defensora

Tema foi debatido em audiência na Câmara dos Vereadores com a presença de autoridades no assunto

17 Mai2019Byanca Santos - Especial para o Diário Digital18h10

Com o objetivo de aprimorar as políticas públicas e ampliar os debates sobre o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a Câmara Municipal de Campo Grande realizou na tarde desta sexta-feira, 17 de Maio, uma audiência pública para mobilizar a sociedade para as ações de prevenção e enfrentamento.

O deputado estadual Herculano Borges que, com base na Lei Federal 9.970/2000, instituiu o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, compareceu. A lei prevê que o Estado pode promover atividades para conscientização, prevenção, orientação e combate ao abuso e exploração sexual da criança e do adolescente. 

O deputado relembrou o caso da menina Araceli, que foi encontrada morta seis dias depois desfigurada por ácido e com marcas de violência e abuso sexual em 18 de maio de 1973. “Em parceria com o projeto Nova, criamos o Maio Laranja. Precisamos ouvir os choros e os gritos assim como o da menina Araceli, que provavelmente chorou e ninguém ouviu, e quantas Araceli não existem hoje”, disse Herculano.

O deputado frissou que no Estado hoje existe um crescimento nas ações alusivas ao combate de abusos sexuais contra criança e adolescente e que através das ações, as crianças estão entendendo que existem partes intimas que nem a mãe ou o pai pode tocar.

A Defensora Pública do Nudeca (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Diretos da Criança e do Adolescente), Marisa Nunes dos Santos Rodrigues, ressaltou a importância da sociedade estar atentas às crianças para assim elas se sentirem protegidas e amparadas para falar. “Temos que ficar atentos aos sinais que a criança ou o adolescente pode está sendo vítima de violência sexual. Tristeza profunda, ansiedade exagerada, agressividade, comportamento autodestruitivos, marcas e hematomas pelo corpo. É nosso dever como defensores públicos, educadores, agentes públicos, mãe, pai, tia, precisamos estar atentos para colher com amor nossas crianças para que elas possam se sentir protegidas e amparadas para falar”, disse Marisa Nunes.

Durante a audiência foi apresentado um estudo do Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas (Unicef) que diz que 275 milhões de crianças no mundo são vitimas de violência intrafamiliar. Neste documento é abordado o estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta a seguinte estatística, 150 milhões de meninas e 73 milhões de meninos com menos de 18 anos já sofreram relações sexuais forçadas ou alguma outra forma de violência sexual ou física.

Para denúncias contra Violência Sexual de Criança e Adolescentes disque 100.

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