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27 de abril de 2018 • Ano 7
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Boa vizinhança

Vigilância de vizinho pode terminar em paranoia

Utilização das redes sociais contribuiu para vigilância comunitária

17 Mai2017Elaine Silva - Especial para Diário Digital07h25
(Foto: Luciano Muta)
  • Além de aplicativos adesivos também são utilizados
  • (Foto: Luciano Muta)
  • Praça é local de encontro para jovens usar entorpecentes (Foto: Luciano Muta)
  • Empresária Yara Alves (Foto: Luciano Muta)

Moradores do bairro Rita Vieira, em Campo Grande, adotam medida de segurança comunitária, porém, será que viver 24h no celular conectados no grupo de segurança pode se transformar em paranóia? Vivendo como se qualquer pessoa que passar na rua pode ser um criminoso?

Para um empresário de 43 anos, que preferiu não se identificar, no começo o método era bom, porém com o tempo leva a pessoa a paranóia. “No começo achei interessante, mas agora eu não olho mais esse negócio. Não sou uma pessoa para dizer que isso não está prestando, mas o que acontece, é que muita gente muda, não pode passar uma pessoas diferente na rua que ficam falando que já tem uma pessoa estranha, um carro encostado na frente de alguma casa, como se fosse proibido namorar dentro do carro, ou que seja alguém diferente visitando um parente, isso cria uma tensão para a gente", afirma o empresário.

Para ele, há situações que essa vigilância ajuda, como na praça onde toda hora tem gente fazendo uso de drogas. Quando se fala no grupo do aplicativo de conversas instantâneas, logo os policiais chegam. “Tem um lado positivo nessas situações, por conta de ter policiais no grupo ter uma agilidade e rapidez", relata o homem de 43 anos.

Yara  Alves, de 37 anos, uma das comerciantes do bairro relata tudo começou com uma iniciativa dos comerciantes, por meio do aplicativo Telegram,  logo após sendo adicionados os moradores. “A pessoa que entra no grupo, eu sei onde ela mora e telefone, é uma forma de que se algo acontecer um socorre o outro”, afirma Yara. Além do Telegram eles utilizando do WhatsApp e Facebook, onde são repassados informações  sobre os crimes que acontecem no bairro.

Histórias – Yara relata dois casos onde  informações repassadas pelo grupo da vigilância comunitária garantiu a prisão dos bandidos, mas são casos que ela não apoia, porém foram eficazes  para a prisão.

Em um dos casos que aconteceu, roubaram uma casa e os caras estavam descendo de bicicleta com uma televisão na garupa, enquanto a polícia chegava  três moradores  e  foram para cima dos caras, conseguindo prender eles até a chegada dos policiais. No outro caso uma mulher avisou que estavam roubando a casa da sua vizinha, quando o bandido pulou o muro para sair, os moradores ‘cacetaram’ ele.

“Uma pessoa sozinha não faz nada, mas um grupo forte consegue. A segurança está precária hoje, em Campo Grande inteiro não é só em um bairro”, finaliza Yara.

 

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