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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Saúde Pública

Veterinários recebem capacitação sobre Leishmaniose na Capital

Evento abordará prevenção, diagnóstico, tratamento e discussão de casos

18 Jul2017Da redação17h34

Cerca de 250 veterinários participarão nesta sexta-feira e sábado (21 e 22 de julho), no Grand Park Hotel, em Campo Grande, de um evento de capacitação para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina. Durante os dois dias do encontro, os médicos veterinários Romeika Reis e Márcio Moreira abordarão questões que envolvem prevenção, diagnóstico, tratamento, epidemiologia e discussão de casos. Com 96 ocorrências em 2015, último número oficial divulgado pelo Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul responde por 60,5% do total de casos de Leishmaniose em toda região Centro-Oeste.

“A Leishmaniose é um grande desafio para o veterinário. De difícil diagnóstico e com um tratamento aprovado recentemente, ainda restam muitas dúvidas sobre o tema. Nosso objetivo é ajudar a capacitar estes profissionais para enfrentarem a doença. Esse é o segundo de cinco encontros que realizaremos em todo o Brasil”, destaca Romeika.
  
Tratamento para Leishmaniose - Recentemente, foi aprovado pelos Ministérios da Saúde e da Agricultura a comercialização do primeiro e único tratamento contra a Leishmaniose Visceral Canina. Trata-se de MilteforanTM, medicamento desenvolvido pela Virbac, multinacional francesa dedicada exclusivamente à saúde animal.  

Até a aprovação do medicamento, a recomendação para cães diagnosticados com Leishmaniose era a eutanásia. Agora, com o uso do Milteforan, o cão poderá obter a cura clínica e epidemiológica, reduzindo significativamente a quantidade de parasitas em seu organismo e, com isso, deixar de ser transmissor da doença. O tratamento requer acompanhamento e monitoramento com um médico veterinário para toda a vida do animal. 

Transmitida pela picada do “mosquito-palha”, o tratamento dos cães é apenas uma medida necessária para a prevenção da Leishmaniose dentro de um conjunto de outras ações. O combate ao mosquito, impedindo-o de se multiplicar e de picar animais e humanos, é outro fator importante. Este combate deve ser feito através da utilização de repelentes e do controle ambiental nos locais onde eles se proliferam (retirada de frutas em decomposição, material orgânico, folhas que caem das árvores).

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