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6 de junho de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Restrição

Uso de Narguilé em locais públicos poderá ser proíbido

Cachimbo só poderá ser utilizado em locais específicos

11 Jun2019Byanca Santos - Especial para o Diário Digital16h38

Vereadores de Campo Grande aprovaram, por 19 votos a 4,  nesta terça-feira (11), restrições ao uso do cachimbo conhecido como “Narguilé” em locais públicos.

O projeto de lei Projeto de Lei 9.157/18, dos vereadores Delegado Wellington e João César Mattogrosso, recebeu emenda, autorizando o uso em tabacarias e congêneres, espetáculos e shows musicais, com ambientes específicos para a prática, ficando vendada a permanência de crianças ou adolescentes nestes locais.

“Particularmente, como médico, acho que todo mundo pode fumar. Mas, ninguém é obrigado a sentir o aroma daquela fumaça. Acho que é um projeto meritório”, considerou o vereador Dr. Lívio.

O descumprimento da lei implicará em multa de R$ 500, dobrado o valor, em caso de reincidência. A regulamentação, ainda conforme o Projeto, deve ocorrer em 30 dias.

O vereador Gilmar da Cruz reforçou que a lei não proíbe o uso do cachimbo, no entanto, apenas restringe a prática em alguns lugares. “Esse projeto é muito interessante, pois não estamos liberando, nem proibindo, mas estamos limitando em locais públicos, principalmente onde há grande fluxo de pessoas. A pessoa que não usa não pode sentir o cheiro daquela fumaça, assim como o cigarro”, analisou.

O uso do narguilé em locais públicos foi tema de debate promovido pela Câmara Municipal no mês de abril. Empresários, especialistas no assunto e representantes do poder público discutiram a proposta, que prevê, ainda, que a fiscalização e aplicação das sanções pelo descumprimento ficarão a cargo dos órgãos competentes da municipalidade, podendo, inclusive, requisitar apoio da Polícia Municipal

Contrário ao projeto, o vereador Vinicius Siqueira disse ser contra a intervenção do Estado na vida particular das pessoas. “Tenho uma linha liberal de evitar que o Estado intervenha na vida do cidadão. Por isso meu voto é não”, resumiu.

Na mesma linha, seguiu o vereador Valdir Gomes. “Desde o início, fui contra proibir, pois o que é proibido, é mais instigante. Não voto a favor, pois o problema é de cada um”, disse.

A proposta segue para sanção do prefeito Marcos Trad.

(Com informações com Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal)

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