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18 de julho de 2018 • Ano 7
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Treinamento

Treinamento do Governo para a PM de MS inclui técnicas de tiro a Direitos Humanos

Mais de 50% do efetivo ativo do Estado enfrentou aulas práticas e salas de aula do curso de formação nos últimos dois anos

29 Jul2017Da redação14h56

Após 19 anos na Polícia Militar, o subtenente Neuri Luiz Roseni, 39 anos, voltou à sala de aula. Nas lições, Direitos Humanos, Constituição e Combate à Homofobia. Após o intervalo, técnicas para serem usados em um tiroteio. Neuri é um dos 3176 treinados nos cursos de formação do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Campo Grande. Nos últimos dois anos, mais de 50% de todo o efetivo da PM de MS passou por qualificação e recebeu promoções do Governo do Estado.

O currículo abrangente do curso foi pensado para preparar os policiais a prestarem serviço de excelência à população. "A gente está voltando para o trabalho com outra visão, um olhar diferente em relação aos Direitos Humanos, à abordagem policial, aos princípios constitucionais, uma nova bagagem certamente", contou o subtenente.

Apesar da rotina árdua do curso, os militares comemoram a possibilidade de ascensão na carreira. Os aprovados têm recebido promoções do Governo do Estado. "Como todo curso militar, esse é bastante rígido e puxado mas vale a pena porque é a realização de um sonho para nós", contou Lúcia Rondon, de 44 anos. Na Corporação há 18 anos, ela confessou que seguir a carreira de oficial – cujo ingresso é feito por intermédio do curso – era o objetivo desde que ingressou na PM.

Ari é um dos 3176 alunos dos cursos de formação do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças. Após se formarem, os policiais passarão de subtenentes a 2º tenente. Além do aumento salarial de cerca de 10%, eles ingressarão em outro estágio na Polícia que permitirá ascensão contínua até o cargo de major – o que não seria possível sem o curso, pois já tinham atingido o cargo máximo como praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes).

Já o quadro de oficiais, cujo ingresso na Corporação é diferenciado, permite a ascensão dos tenentes a capitães, majores até a patente de coronel. "Sem o curso não poderíamos ter essa promoção", lembrou Lúcia.

"A expectativa não é somente financeira, mas é também em termos de reconhecimento pelos serviços prestados", explicou o subtenente Ari Weis, de 49 anos. Ele contou que a rotina do treinamento pelo curso é intensa, inclusive com muitas provas. Mas, os resultados compensam o esforço. "Você dá o retorno tanto para sua família quanto para a sociedade", adiantou.

A mudança é visível quando os policiais ingressam e se formam no curso, avaliou o instrutor Francisco Ojeda. "É importante que o PM esteja treinando e preparado para que possa minimizar os riscos para a sociedade", enfatizou. Cada um dos formandos será direcionado a um batalhão de Polícia e lá irá atuar como multiplicador dos conhecimentos adquiridos.

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