Campo Grande •18 de Outubro de 2017  • Ano 6
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Da redação | Sexta, 28 de Julho de 2017 - 13h32Tenda dos Saberes Indígenas dá visibilidade à cultura no Festival de InvernoTrinta e três índios, em sua maioria mulheres artesãs participam do estande

(Foto: Ricardo Gomes/Governo de MS)

O Festival de Inverno de Bonito (FIB) dentro de sua pluralidade e diversidade cultural também dá visibilidade à cultura indígena. Pela terceira vez estão representadas no FIB as etnias Atkun, Kinikinau, Ofaiê, Guarani Ñnahdeva, Guarani Kaiowa, Terena, Guato na Tenda dos Saberes Indígenas instalada na praça da Liberdade.

Trinta e três índios, em sua maioria mulheres artesãs participam do estande. Nele os visitantes podem encontrar diversos artigos como colares, pulseiras, cerâmica, bolsas, jarros, até pasta de notebook. A matéria prima é diversa, sendo utilizada argila, penas, bambu, folha d’água, uma espécie de palma, dentre outras.

Ao ser entrevistada, dona Zeferina Ferreira, de 84 anos, da aldeia Brilhante, da etnia Kinikinau não titubeou ao responder que morava na “mãe terra”, quando questionada a respeito da localidade de sua moradia. Aprendeu a trabalhar com artesanato com sua mãe aos dez anos de idade. Ela trabalha com cerâmica.  “Passo o dia inteiro fazendo meus artesanatos, me sinto feliz”, diz convicta e com ar sereno.

Genoveva Flores, 54 anos, é filha de dona Zeferina e disse que sua etnia trouxe cerca de 300 artesanatos para serem vendidos durante o FIB. “A gente está feliz com a oportunidade de poder vender nosso artesanato e pagar as contas”. Conta que no ano passado vendeu R$ 500,00, esse ano quer superar esse valor, pois são poucas as oportunidades que tem de participar de eventos como esse.

Outra artesã indígena, Catarina Ramos, de 68 anos, disse ter começado a trabalhar com artesanato em 1964. Já trabalhou de cozinheira numa das vezes que se mudou para Campo Grande, mas gosta mesmo é de artesanato. Já há algum tempo manipula águas-pés, uma espécie de palmeira. Ela faz todo o processo, mas diz que o mais difícil é colher e secar a planta para depois transformá-la em diversos artigos, com um capricho sem igual. Chinelos, tapetes, bolsas, carteiras, pasta para notebook, até roupa ela diz confeccionar. “Há algum tempo conseguia viver só do artesanato, hoje com a crise está mais difícil” É a segunda vez que ela participa do FIB, “é uma oportunidade de renda extra”, diz Ramos.

Outra artesã indígena, Catarina Ramos, de 68 anos, disse ter começado a trabalhar com artesanato em 1964. Já trabalhou de cozinheira numa das vezes que se mudou para Campo Grande, mas gosta mesmo é de artesanato. Já há algum tempo manipula águas-pés, uma espécie de palmeira. Ela faz todo o processo, mas diz que o mais difícil é colher e secar a planta para depois transformá-la em diversos artigos, com um capricho sem igual. Chinelos, tapetes, bolsas, carteiras, pasta para notebook, até roupa ela diz confeccionar. “Há algum tempo conseguia viver só do artesanato, hoje com a crise está mais difícil” É a segunda vez que ela participa do FIB, “é uma oportunidade de renda extra”, diz Ramos.

Para Sérgio Martins, de Barretos (SP), foi uma experiência única, já que segundo ele nunca tinha visto um índio de perto, “nunca tinha tido essa oportunidade de vê-los de perto, nem do artesanato que fazem”.

Já o casal de bonitenses Jociane Brito (vendedora) e Wilson Trelha (vigilante) está contente com a presença do FIB na cidade e diz ser importante a participação dos índios, “é bom que se preserve a memória deles”, disse Jociane. o marido enfatiza esse encontro de culturas que o FIB proporciona, “a gente já está acostumado com eles por aqui, mas quem vem de fora não tem essa experiência, e tem uma ideia errada dos índios. Sim, eles trabalham, caçam e fazem seu artesanato”, enfatiza.

Para a subsecretária de Políticas Indígenas a participação indígena  fortalece a cultura de seu povo, “quando elas vem ao Festival, elas são protagonistas de sua própria história”, enfatiza Dias, que ainda completa, “aqui elas têm a oportunidade de vender seu artesanato sem atravessadores”

A Tenda dos Saberes Indígenas ficará aberta aos visitantes até domingo (30.07) das 9h às 22h.

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