Campo Grande • 02 de dezembro de 2016 • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio | sexta, 30 de setembro de 2016 - 15h00Tecnologia e boas práticas para gastar menos águaAutomação e ideias simples ajudam a economizar o precioso líquido, basta querer

  
Felipe Swerts, diretor de Tecnologia da empresa, controla irrigação e iluminação do jardim pelo tablet ou telefone celular (Foto: Roberto Okamura)
  • Felipe Swerts, diretor de Tecnologia da empresa, controla irrigação e iluminação do jardim pelo tablet ou telefone celular
  • Na palma da mão, o controle da irrigação das plantas e do funcionamento dos ambientes da casa (Foto: Roberto Okamura)
  • Empresa desenvolve tecnologia que permite e automação dos ambientes (Foto: Roberto Okamura)
  • Teconologia pode ser utilizada para economia de recursos naturais, porém, sustentabilidade ainda não é a prioridade de quem procura a empresa (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)
  • (Foto: Roberto Okamura)
  • Márcia Nascimento Elias de Rezende, síndica do Condomínio Johann Strauss, que armazena água da chuva para limpeza e irrigação das plantas (Foto: Roberto Okamura)
  • Caixas recebem a água que vem das calhas (Foto: Roberto Okamura)
  • Zelador Douglas Rocha Ortiz e a síndica Márcia Nascimento  (Foto: Roberto Okamura)
  • Douglas Rocha Ortiz elogia conduta dos moradores, que assumiram a postura de sustentabilidade junto com ações do condomínio (Foto: Roberto Okamura)
  • Cada caixa tem capacidade para receber 7,2 mil litros de água da chuva (Foto: Roberto Okamura)
  • No condomínio, todas as torneiras têm temporizador (Foto: Roberto Okamura)
  • Garrafas de vidro foram colocadas dentro das caixas de descarga dos vasos sanitários, medida que ajuda a gastar menos água (Foto: Roberto Okamura)
  • Garrafas de suco agora ajudam a reduzir os gastos de água (Foto: Roberto Okamura)
  • Pequena horta, regada com água pura da chuva, está se desenvolvendo; síndica mostra os tomates orgulhosa (Foto: Roberto Okamura)
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  • Equipes da Águas têm promovido reuniões com moradores de bairros de Campo Grande para conscientizar sobre a importância da rede de esgoto e seu uso correto (Foto: Divulgação/Águas)

Com um toque na tela do telefone celular se pode controlar muito do que interessa à vida humana, inclusive o consumo de água. Uma empresa de Campo Grande criou um sistema de automação residencial que permite controle total do imóvel, conforme necessidade e vontade do morador. Ele pode, por exemplo, estipular a quantidade de água que pretende gastar e ser avisado quando estiver se aproximando do limite, tudo pelo celular.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia avança e oferece novas possibilidades, práticas antigas, como armazenar água da chuva, continuam sendo bem-vindas quando a ideia é economizar o precioso e finito líquido. Em um condomínio da Capital, o reaproveitamento da água pluvial garante a limpeza da área comum do prédio e ainda ajuda a tornar mais agradável a vida no local. Regadas todos os dias com água pura, as plantas estão sempre bonitas e com folhas verdes, assim como a horta comunitária que a síndica decidiu cultivar em uma pequena faixa de terra.

A Extech, empresa mencionada no início da matéria, desenvolve ambientes inteligentes. “A gente faz a central que vai pensar pela casa, a parte de automação”, diz Felipe Swerts, diretor de Tecnologia da empresa. Mesmo estando longe da residência, o morador pode iluminar, climatizar o ambiente, abrir ou fechar cortinas, controlar equipamentos eletrônicos e assim por diante.

O diretor usa o jardim  do escritório da empresa para demonstrar o sistema de irrigação das plantas. "Tudo acontece sem a intervenção humana. É possível programar o momento da irrigação, a quantidade de água a ser usada e, inclusive, fazer com que o sistema funcione de acordo com as condições climáticas. Assim, dependendo do clima, as plantas recebem mais ou menos água", explica.

O sistema requer a instalação de sensores. Para controlar a quantidade de água que sai das torneiras ou chuveiros, será preciso colocar medidores. As informações colhidas pelos equipamentos são enviadas à central via rádiofrequencia ou por internet wi-fi, esta última indispensável para garantir a ligação entre os equipamentos.

Ao contrário do que pode parecer, o preço de tamanha comodidade não é alto. "Já fizemos projetos de automação a partir de R$ 20 mil", revela Felipe. Contudo, nenhuma vez, a empresa foi solicitada a instalar sistema para controle do gasto de água. "Os clientes que nos procuram querem controlar o imóvel, ter conforto e segurança. Infelizmente, a sustentabilidade ainda não é um argumento que vende essa tecnologia", lamenta. 

A experiência da empresa aponta que a automação pode ser uma alternativa para economia de quem a utiliza e para a sustentabilidade do planeta. "Sem a interferência humana, os objetos passam a ter maior durabilidade. A cortina, por exemplo, sofrerá menos desgaste se for acionada remotamente do que por mãos humanas, que nem sempre fazem com a suavidade necessária. O mesmo acontece com interruptores e outros equipamentos", comenta o diretor administrativo da Extech Luiz Scarpanti.

Condomínio - No Condomínio Johann Strauss, o reaproveitamento da água nasceu no projeto de construção do edifício. O setor de engenharia da construtora Plaenge projetou a obra inserindo nela os reservatórios. No subsolo, o Strauss tem duas caixas de 7,2 mil litros de água cada. São elas que armazenam a água da chuva que vem das calhas. "Graças a este sistema, a gente usa pouquíssima água potável para a limpeza das áreas comuns do condomínio", afirma a síndica Márcia Nascimento Elias de Rezende.

Antes de cair no reservatório, a água da chuva passa por filtros básicos para retirada de impurezas. Feito isso, o líquido é usado no dia-a-dia da limpeza das áreas comuns e para irrigar as plantas. Com água pura disponível, a síndica logo teve a inspiração de cultivar uma horta num pequeno pedaço de terra onde antes ficavam entulhos.

"A água com cloro não deixa a planta se desenvolver a da chuva é ideal", diz Márcia orgulhosa do crescimento das plantas. "O pé de tomate já está dando frutos", valoriza. Na pequena plantação, há ainda hortelã, couve, cebola e outros.  No fim da tarde, a irrigação da horta faz subir o cheiro suave das plantas, deixando no ar a sensação de bem estar que só natureza proporciona.

Com os dois reservatórios cheios, o condomínio garante água para as tarefas por quase um mês inteiro, ainda que não chova. Se chover muito, e as caixas encherem, a  água excedente vai para o reservatório de contenção do edifício e,  aos poucos, vai sendo dissipada para a rede de drenagem da cidade. "Os grandes empreendimentos são feitos hoje de modo a impactar o mínimo possível a rede pública do município", explica Valéria Gabas, gerente de engenharia da construtora Plaenge.

Valéria relata que nem toda água da chuva que cai sobre os edifícios pode ser aproveitada para tarefas nos condomínios. "Se o líquido cai, por exemplo, num piso que tenha óleo, ele não poderá ser aproveitado para regar o jardim. Por isso, a água da chuva precisa ser separada. A que vem direto dos telhados  segue para a caixa da água reaproveitável. A outra vai para a caixa contenção”, detalha.

No condomínio, o reaproveitamento da água da chuva não é a única medida sustentável. Todas as torneiras têm temporizador. Além disso, a síndica colocou garrafas de vidro dentro das caixas de descarga dos vasos sanitários nos banheiros de uso comum. A garrafa preenche espaços que seriam ocupados pela água que vem do cano e, com isso, reduz o gasto do líquido ao dar descarga.

O método ficou conhecido quando os paulistas enfrentaram racionamento de água e passaram a implementar práticas sustentáveis para economizar o líquido no dia-a-dia. No Johann Strauss,  a sustentabilidade que começou na água cresceu na consciência dos moradores. “Recentemente, retiramos daqui 2,5 mil quilos de material reciclável que os próprios moradores separaram após terem assistido uma palestra sobre coleta seletiva. A palestra, aliás, atraiu mais gente do que as reuniões do condomínio”, brinca o zelador Douglas Rocha Ortiz.

Conscientização – As atitudes sustentáveis surgem quando se ensina às pessoas sobre importância delas.  Sabendo disso, a equipe de Engenharia e de Projetos Sociais da Águas Guariroba têm percorrido bairros de Campo Grande para ministrar palestras à população. Nas reuniões, os palestrantes falam sobre a importância do saneamento básico para o meio ambiente e a saúde das pessoas.

Na conversa, os técnicos da Águas Guariroba detalham a importância da adesão à rede de esgoto e a maneira correta de utilizar o serviço. Primeira lição, a água da chuva nunca pode ser ligada na rede de esgoto. Quando chove, a tubulação fica sobrecarregada, e o esgoto pode voltar para dentro da casa da pessoa.

Lição dois: adesão e uso correto da rede de esgoto trazem benefícios à saúde pública. “Desde que a rede de esgoto começou a ser ampliada, a taxa de internações por diarreias caiu mais de 90%. Então é muito importante que os moradores façam a ligação das casas à rede porque isso evita doenças”, explica a engenheira da Águas Guariroba Ariádine Pantoja.

Segundo informação da concessionária, 80% da cidade já tem rede de esgoto.

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