Campo Grande •27 de Abril de 2017  • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Da redação | Quarta, 19 de Abril de 2017 - 18h42Supermercados não chegam a acordo salarial com empregadosNa última rodada de negociação, empresários ofereceram metade do INPC acumulado nos 12 meses

(Foto: Divulgação)

Patrões e empregados em supermercados de Campo Grande não chegaram a um acordo para fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2017/18. O Sindicato dos Empregados no Comércio – SECCG, manifestou sua indignação com a “ganância” dos empresários que não querem abrir mão de seus elevados lucros para dividir uma pequena parte com os empregados.

Na última rodada de negociação, os empresários ofereceram apenas metade do INPC acumulado nos 12 meses que antecedem a data base da categoria (1º de abril), que corresponde a pouco mais de 2%. “Além disso, os donos supermercadistas tiveram a ousadia de propor a retirada de direitos sociais conquistado ao longo de muitos anos de negociação”, criticou Idelmar da Mota Lima, presidente da entidade.

Abertura no Feriado – Sem Convenção Coletiva de Trabalho em vigor, os supermercados de Campo Grande correm risco de não poder abrir neste feriado de Tiradentes, na sexta-feira (21), alerta o sindicato. Sem acordo, eles não podem colocar os empregados para trabalhar nesse ou em qualquer outro feriado, informa Idelmar da Mota Lima.

O impasse na negociação foi a proposta considerada “absurda” feita pela classe patronal, em desrespeito não só aos empregados em supermercados como também com suas famílias. Os empresários, segundo Idelmar oferecem de “reajuste salarial” apenas metade do que os salários dos trabalhadores perderam para a inflação nesses últimos 12 meses. Ou seja, pouco mais de 2% de “reajuste” se considerar o INPC do período que foi de 4,45%.

Como se não bastasse esse “famigerado percentual”, um desrespeito e falta de consideração pelo trabalho de seus empregados, os empresários, donos de supermercados de Campo Grande foram mais longe com sua ganância de querer ganhar sozinhos: eles propuseram a retirada de algumas conquistas sociais que já faziam parte da CCT anterior.

“Os donos de supermercados querem, pasmem senhores consumidores e opinião pública de Campo Grande, a retirada da folga pelos feriados trabalhados; acabar com o descanso intervalar de apenas 15 minutos e ainda, querem a criação da função multidisciplinar de seus empregados”, informa Idelmar da Mota Lima.

Nelson Benitez, vice presidente do sindicato, que também participou das tentativas de negociação, disse que essas propostas são “indecentes” e “inconcebíveis. Uma afronta aos trabalhadores que dão significativa parcela de trabalho para o sucesso dos negócios das empresas”, criticou.

Diante dessas propostas o sindicato resolveu suspender as negociações. Deverá reunir a categoria em assembleia geral para decidir novos rumos que empreenderá nessa luta para conquistar salários dignos e manter as cláusulas conquistadas.

 

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