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24 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Saúde Pública

Superlotada, Santa Casa da Capital fecha portões

Hospital diz que tomou decisão de fechar porque já trabalha acima da capacidade

3 Ago2017Valdelice Bonifácio14h39

Maior hospital de Mato Grosso do Sul, a Santa Casa de Campo Grande está com os portões fechados desde esta quarta-feira, 2 de agosto. O motivo é a superlotação da unidade.  Na área vermelha, por exemplo, onde ficam os pacientes em estado grave estão internadas 10 pessoas quando a capacidade é para seis.

Com as faixas fixadas no portão de entrada, o hospital avisa que não há vagas. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Bombeiros não entraram a não ser que o caso seja de extrema urgência. A lotação atinge o pronto-socorro, o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e as alas de internação.

Na tarde desta quinta-feira, dois pacientes permanecem em salas de cirurgia por falta de vagas de UTI. Outros 17 pacientes do pós-operatório seguem aguardando vagas na enfermaria. O hospital informa que tomou a decisão de fechar os portões  porque já trabalha acima da capacidade.

A Santa Casa afirmou ainda ter encaminhado ofícios para as secretarias municipal e estadual de Saúde e para o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) para informar sobre a situação de caos e pedir solução. Até mesmo um boletim de ocorrências por preservação do direito foi registrado na Polícia Civil pelo hospital.

Sesau - A Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) informou, em nota, que o Município não foi comunicado oficialmente sobre a decisão do hospital em fechar o pronto-socorro em detrimento desta superlotação. "Entretanto, a Sesau, por meio da coordenadoria de urgência, tem trabalho para garantir que os pacientes graves sejam encaminhados para outras unidades hospitalar conveniadas, entre elas o HU e HR, e está prestando todo atendimento necessário para casos menos complexos nas UPAs e CRSs.", disse a Sesau.

Na Secretaria Estadual de Saúde, ninguém foi localizado para comentar o assunto até a publicação desta matéria.

(Matéria ampliada às 17h32 para inclusão do posicionamento da Sesau)

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