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27 de maio de 2018 • Ano 7
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Campo Grande

Situação da Santa Casa pode virar alvo de CPI

Objetivo é averiguar como direção do hospital está utilizando dinheiro público

7 Ago2017Da redação15h40

A situação da Santa Casa de Campo Grande que está com portões fechados desde 2 de agosto alegando superlotação poderá ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Capital. O autor da proposta é o vereador Chiquinho Telles (PSD). Ele afirma que o objetivo é averiguar como a direção da Santa Casa está utilizando o dinheiro repassado pela prefeitura. “Precisamos saber para onde está indo os recursos”, argumentou.

Atualmente, o hospital está sem contrato com a  prefeitura de Campo Grande. Para abrir uma CPI será necessário colher  10 assinaturas dos demais vereadores, além de definir objeto a ser apurado e lapso temporal.

Com a abertura da CPI, Chiquinho Telles não descarta também  a visita de integrantes da Câmara Municipal de Campo Grande à Santa Casa, que terá como objetivo uma vistoria para identificar superlotação. “Essa expedição poderá ocorrer na quarta-feira”.

A prefeitura e a direção do hospital não chegaram a um consenso para realizar a assinatura de contratualização. O maior impasse refere-se à forma de pagamento que é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que paga por produção os procedimentos realizados. A Santa Casa discorda do método.

Nest segunda-feira, 7 de agosto, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) informou que vai levar a situação da Santa Casa ao Ministério Público Federal (MPF).

Déficit - Segundo o presidente da Santa Casa Esacheu Nascimento, há um déficit financeiro de R$ 3 milhões e um contrato que a prefeitura de Campo Grande não quer assinar.

“Desde dezembro estamos trabalhando sem um contrato com o município. Há uma questão de ordem financeira que precisa ser resolvida. É preciso trazer mais apoio para que a Santa Casa possa continuar atendendo a população com qualidade e de maneira eficiente”, relata.

O governo do Estado afirmou que o repasse da verba para a Santa Casa está sendo depositado em dia, mas a prefeitura afirma que há uma pendência de R$ 2,5 milhões que é da parte do Estado.

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