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23 de abril de 2018 • Ano 7
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Sesau

Pais de bebê que morreu são suspeitos de negligência

Ambulância levaria criança até a UPA, mas pais decidiram usar métodos próprios

14 Set2016Mariel Coelho, em colaboração ao Diário Digital07h15

Os pais do bebê de um ano e oito meses que morreu no Shopping Norte Sul Plaza, em Campo Grande, na quinta-feira passada, dia 8 de setembro, estão acusados de negligência pela assistência social da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau). No dia do falecimento, a família teria recusado transporte do Samu na rede pública de saúde e se responsabilizado por levar a criança a uma UPA. 

Por esse motivo, a assistente social da unidade de saúde registrou negligência. Além disso, a criança apresentava quadro de desidratação, o que não ocorre em um ou dois dias, conforme a Sesau. “Segundo consta da ficha de atendimento, foram orientados a seguir em ambulância para a UPA Vila Almeida, mas decidiram por socorrer a criança por métodos próprios, no entanto primeiramente optaram por passam em sua residência para buscar roupas”, disse a Sesau em nota encaminhada ao Diário Digital.

O órgão informou ainda que haverá uma sindicância para apurar a morte, procedimento normal da Sesau. Quando do falecimento, após tentativa de reanimação no shopping, a família alegou ter passado por várias unidades de saúde sem que o bebê apresentasse melhoras. Há dias, a criança apresentava quadro de desidratação.

Porém, segundo os registros da Sesau, houve apenas uma consulta pediátrica da criança realizada em 2015. No dia dos fatos, os familiares procuraram atendimento de emergência na rede pública de saúde e foram orientados para seguir em ambulância para a UPA Vila Almeida, mas, como já foi mencionado, decidiram por socorrer a criança por métodos próprios. A intenção era passar em casa, almoçar e para pegar roupas para o bebê.

Neste ínterim, o estado de saúde da criança se agravou, o que motivou os pais a buscarem auxílio no Shopping Norte-Sul, pois moram perto do local, segundo informou a família na ocasião.

“Sempre que há necessidade de traslado para outra unidade de saúde, as ambulâncias do SAMU prestam esse serviço, exceto, como foi o caso, dos pacientes optarem por transferência própria”, explicou a Sesau. “Nesse caso específico, temos em histórico do paciente que a criança fez avaliação médica apenas uma vez, em 2015 e, posteriormente, agora com este atendimento de emergência”, reiterou a secretaria na nota. 

A Sesau informa que a sindicância será enviada para os responsáveis pela investigação já aberta pela Polícia Civil.

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