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20 de julho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
II Congresso de Empresas Familiares
Polêmica

Servidores protestam contra privatização da MSGÁS

Para trabalhadores, estudo técnico é primeiro passo para que estatal seja vendida

11 Ago2017Da redação17h00

Trabalhadores da Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGÁS) promoveram um ato contra a possível privatização da empresa estatal nesta sexta-feira, 11 de agosto. Cerca de 60 servidores se concentraram na entrada da sede da concessionária, em Campo Grande, no mesmo horário em que estava marcada a abertura das propostas da licitação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para contratação de serviços relativos à estruturação e implementação da desestatização da companhia.

O protesto foi para mostrar o descontentamento dos servidores com a possibilidade de privatização da empresa pública, já que, na opinião deles, o estudo técnico pode ser o primeiro passo para que a estatal seja entregue à iniciativa privada. "Não há razão para a privatização da MSGÁS. Não seria interessante para o governo estadual, principalmente num momento de crise econômica, abrir mão de um ativo estratégico para o desenvolvimento do Estado e de uma empresa lucrativa, que gera recursos para os cofres do governo de Mato Grosso do Sul", afirmou Thiago Andreotti e Silva, membro da comissão que representa os servidores da MSGÁS.

Em entrevista concedida no dia 4 de agosto, o presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro informou que a desestatização da Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás) não é uma questão já definida e a contratação de empresa para “implementação de serviços relativos à estruturação e implementação da desestatização” servirá apenas para embasar estudos que vão definir o futuro da estatal.

Na avaliação dos funcionários, privatizando MSGÁS, o governo do Estado abriria mão de uma empresa que atua em um setor estratégico e lucrativo. A MSGÁS apresentou nos últimos dois anos um aumento do lucro líquido de 154%. Conforme relatório anual, o lucro líquido da companhia foi de R$ 12,9 milhões em 2016 – foi o 3º melhor resultado desde sua criação em 1998.

Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado do Mato Grosso do Sul (Sinergia-MS), Elizete Almeida, com a privatização, todos perdem: sociedade, empregados e a própria empresa. "Quando a Enersul foi privatizada, um mês depois, dezenas de funcionários foram demitidos através do PDV (programa de demissão voluntária), além de aumentar a tarifa de energia elétrica. E isso é o que vai acontecer também com a companhia de gás. Não há benefícios para a sociedade com a privatização", ressaltou Elizete.

Este foi o primeiro ato realizado pelos servidores da companhia, outros protestos e até mesmo paralisações podem ocorrer no decorrer do ano. A empresa é composta por 67 servidores egressos de três concursos públicos.

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