Campo Grande •20 de Novembro de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio | Segunda, 28 de Agosto de 2017 - 17h26Sem-terra ocupam Incra e marcharão à governadoriaManifestantes cobram reforma agrária que, segundo eles, está parada no Estado

  
Grupos vindos do interior tomaram sede do Incra-MS, em Campo Grande, nesta segunda-feira (Foto: Marco Miatelo)
  • Grupos vindos do interior tomaram sede do Incra-MS, em Campo Grande, nesta segunda-feira
  • (Foto: Marco Miatelo)
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A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra-MS), no Centro de Campo Grande, foi tomada por sem-terra nesta segunda-feira, 28 de agosto. No local, há cerca de 600 famílias e outras estão a caminho vindas do interior do Estado, segundo os organizadores do movimento. Os manifestantes cobram andamento da reforma agrária que, segundo eles, está parada. O grupo contabiliza que MS tenha, atualmente, cerca de 17 mil pessoas acampadas à espera de um assentamento definitivo.

Um dos líderes da ocupação, Rodionei Merlim, diretor do Movimento pela Agricultura Familiar (MPF) explica que estão na sede do Incra manifestantes de Campo Grande, Terenos, Anastácio, Jardim, Nova Alvorada, Rio Brilhante, Eldorado, Mundo Novo, Iguatemi, Jaraguari, Três Lagoas e Agua Clara. “Há ainda outras 30 pessoas que vieram do Paraguai para apoiar nossa luta. Também batalhamos por reforma agrária no País vizinho”, comenta Merlim. A expectativa é de reunir 1000 pessoas na Capital.

O líder conta que uma comissão já foi recebida pelo superintendente do Incra-MS Humberto César Mota Maciel que, inclusive, tem agenda amanhã em Brasília.  “Entregamos a ele uma pauta de reivindicação, na qual pedimos aquisição de áreas para a reforma agrária, entre outras coisas”, mencionou.

Merlim relembra que em 2016, o presidente do Incra, Leonardo Góes Silva, esteve em Campo Grande e se comprometeu a resolver a situação dos acampados em MS. “Ele prometeu assentar as famílias em questão de meses, mas até agora, nada disso aconteceu”, reclama. O líder cita ainda que o Incra-MS não tem autonomia e sequer estrutura para ajudar os acampados. “Para se ter uma ideia, o órgão tem dívidas de R$ 525 mil com fornecedores”, disse.

Os manifestantes vão passar a noite no Incra-MS. Eles já estão instalados com barracas, colchões, redes, cobertores e travesseiros. Amanhã pela manhã, os sem-terra marcharão rumo à governadoria, onde tentarão ser ouvidos pelo governador Reinaldo Azambuja (PMDB). Os manifestantes estão dispostos a montar um acampamento em frente ao local.

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