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21 de fevereiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Tensão

Sem acordo, seguranças de bancos ameaçam greve

Ministério do Trabalho vai mediar negociação entre as partes para evitar paralisação

31 Mar2016Valdelice Bonifácio07h02
Celso Adriano, presidente do sindicato que representa os trabalhadores, pediu uma negociação mediada pelo Ministério do Trabalho (Foto: Marco Miatelo)
  • Trabalhadores que fazem a segurança dos bancos e transporte de valores querem reajuste salarial de 17%
  • Celso Adriano, presidente do sindicato que representa os trabalhadores, pediu uma negociação mediada pelo Ministério do Trabalho (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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A falta de acordo entre os trabalhadores que atuam na segurança de bancos e transporte de valores e as respectivas empresas do setor podem terminar em greve da categoria. Ao final de seis rodadas de negociação, não houve entendimento entre as partes sobre o reajuste salarial e outros benefícios. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) convocou uma mesa de negociação, ainda sem data divulgada, para tentar um acordo e evitar a paralisação dos trabalhadores.

Experiências anteriores mostraram que a greve da categoria atinge o dia-a-dia da população. Sem a presença deles, os bancos não podem abrir, conforme determina lei federal. Além disso, o abastecimento de dinheiro nos caixas eletrônicos também fica comprometido.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campo Grande e região, Celso Adriano Gomes Rocha, explica que o movimento grevista já começa a ser organizado, mas que não é a vontade da categoria. “É que em caso de as negociações fracassarem, a paralisação é tudo o que nos resta. Mas, não é o que queremos. Ainda buscamos um acordo”, diz.

O sindicato representa Campo Grande e outras 46 cidades de Mato Grosso do Sul, totalizando 2,4 mil trabalhadores filiados. Na Capital, a proposta apresentada pelas empresas já foi rejeitada em assembleias realizadas com trabalhadores de empresas como Protege, Prossegur, Brink's e Cifra. As assembleias também estão sendo realizadas no interior do Estado.

Conforme o sindicalista, está em negociação a convenção 2016/2017 da categoria. Os trabalhadores pedem 17% de reajuste salarial, quando as empresas só oferecem 11,08%. Outro impasse diz respeito à assistência em saúde. Os vigilantes pedem o valor mensal de R$ 110,00 contra a proposta das empresas de R$ 84,00. Também não há acordo quanto à alimentação diária. O valor pretendido pelos trabalhadores é de R$ 26,00. Os empregadores oferecem R$ 19,20.

O salário base de um trabalhador do setor é de R$ 1,070.20, com direito a acréscimo de 30% deste valor a título de adicional de risco de vida.

Outro lado – O Diário Digital buscou contato com o Sindicato das Empresas de Vigilância, Segurança e Transporte de Valores de Mato Grosso do Sul (Sindesv-MS). As empresas confirmaram terem sido chamadas pelo Ministério do Trabalho para a negociação e devem comparecer.

Também foi informado que as negociações ainda estão em andamento e que, por isso, não pretendem comentar os pontos da proposta patronal, apenas na mesa de negociação.

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