Campo Grande •29 de Junho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Mariel Coelho, em colaboração ao Diário Digital | Sábado, 24 de Setembro de 2016 - 14h00Número de moradores em área invadida cresce a cada diaFamílias que já seriam 550 vivem em situação precária no Isabel Garden

  
Barracos que foram erguidos por famílias de várias partes da Capital que não conseguem mais pagar aluguel ou moravam de favor (Foto: Roberto Okamura)
  • Barracos que foram erguidos por famílias de várias partes da Capital que não conseguem mais pagar aluguel ou moravam de favor
  • Jaqueline Rocha, liderança da comunidade, conta que Emha e a Defensoria Pública estiveram na área (Foto: Roberto Okamura)
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Famílias que estão em assentamento improvisado numa área ocupada na Rua Jorge Budib, no Bairro Isabel Garden, em Campo Grande, já somam 550, segundo contagem dos moradores do local. Os barracos que foram erguidos por pessoas vindas de várias partes da Capital. Eles querem casas populares, mas ainda não obtiveram qualquer resposta do Poder Público.

De acordo com a líder do assentamento, Jaqueline Rocha, a Emha e a Defensoria Pública estiveram no local, mas ainda não deram um posicionamento. A ocupação começou no início deste mês. Conforme as famílias, a área é pública.

A diarista Maria de Fátima, de 64 anos, morava no Campo Novo, e se mudou para o assentamento, por que não tem condições de pagar aluguel. “Estava desempregada, agora arrumei uma diária, onde eu ganho R$ 60,00 por dia”. Ela mora com o neto de seis anos e relata ter feito inscrição no cadastro habitação há quatro anos, mas nunca foi contemplada.

A dona de casa Silvana Viana e a família moravam de favor no Jardim Presidente. Eles também estão no assentamento na esperança de ganhar uma casa definitiva para morarem.

No local as famílias vivem em situação precária. Alguns barracos foram construídos às margens do córrego que passa ali perto. Nos dias de chuva, a situação fica ainda pior por causa do barro. Por várias vezes, o vento arrancou as lonas que cobrem as moradias.

O Diário Digital entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande e guarda resposta.

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