Campo Grande •22 de Outubro de 2017  • Ano 6
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Da redação | Domingo, 18 de Junho de 2017 - 14h28Roubos de cargas: arroz já teve mais de R$ 1 milhão em prejuízosEste problema coloca em risco a vida do motorista e acaba, no final, por prejudicar o consumidor em função de seguros e fretes mais altos para o transporte

Entidade está conduzindo ações junto a autoridades políticas em Brasília sobre esta questão
Entidade está conduzindo ações junto a autoridades políticas em Brasília sobre esta questão (Foto: Divulgação)

As ocorrências de roubo de cargas em rodovias estão entrando na lista dos principais desafios do setor produtivo do Brasil. No setor do arroz, os ataques já se consolidaram como um problema urgente: levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) mostra que somente no primeiro trimestre do ano, os roubos de cargas deste cereal em rodovias do Brasil já somam R$ 1 milhão em prejuízos, com quase 500 toneladas roubadas de caminhões de entrega. 

A Abiarroz destaca que este não é um problema pontual e joga luz sobre o crescimento expressivo deste tipo de ocorrência no Rio de Janeiro, que responde pela maioria dos ataques a cargas de arroz no trimestre.  No levantamento da entidade, verifica-se inclusive uma empresa que parou de fornecer para o Rio de Janeiro: a transportadora que antes fazia as entregas para o Estado cessou o frete em função do aumento de registros de ataques.

No Rio de Janeiro, as ocorrências de roubo de cargas (de todos os tipos) triplicaram desde 2011. Em 2016, foram registrados 9.870 casos no Estado, um recorde desde que esta estatística começou a ser feita há 24 anos. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em recente comunicado, destaca que o crime pode ter origem no financiamento do tráfico de drogas, mas segundo a Polícia Civil do Estado, o roubo de cargas tem inclusive superado a própria venda de entorpecentes no faturamento, contando com uma estrutura organizada de gerentes e revenda rápida de mercadorias.

Para a Abiarroz, as consequências negativas dessa situação são muitas. A entidade destaca que este problema coloca em risco a vida do motorista e acaba, no final, por prejudicar o consumidor em função de seguros e fretes mais altos para o transporte. A entidade está conduzindo ações junto a autoridades políticas em Brasília sobre esta questão. 

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