Campo Grande •29 de Junho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Da redação | Domingo, 9 de Outubro de 2016 - 13h30Reinaldo pede que União intervenha para reativar ferroviaGovernador alega que concessionária não aplicou plano de investimentos

(Foto: Divulgação)

O governador Reinaldo Azambuja aproveitou o encontro com o ministro dos Transportes, Portos e Viação Civil, Maurício Quintella Lessa, durante a inauguração da ponte sobre o Rio Paraná, em Três Lagoas, para discutir investimentos em logística para promover o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Ele cobrou, de forma explícita, a intervenção direta do governo federal na retomada da ferrovia Malha Oeste e a duplicação das BR-262 (Campo Grande-Três Lagoas) e BR-267 (Nova Alvorada-Bataguassu).

Ele sugeriu ao Maurício Quintella a intervenção do governo federal em relação a retomada dos investimentos na ferrovia Malha Oeste (Três Lagoas-Corumbá), que hoje está inoperante. Ele disse que vem se empenhando pessoalmente há mais de um ano pela recuperação da ferrovia, tratamento diretamente com a concessionária Rumo/ALL e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), contudo o plano de investimentos anunciado pela empresa não se efetivou.

A última reivindicação do governador, no encontro com o ministro, foi em relação à obra do contorno rodoviário de Três Lagoas, cujo projeto está em discussão desde 2009. Para acelerar o empreendimento, Reinaldo se comprometeu a entregar o projeto executivo ao Ministério dos Transportes. Quintella disse que a obra está garantida no orçamento da União para 2017 com a locação de R$ 35 milhões. O contorno desviará o tráfego de caminhões da Avenida Ranulpho Marques Leal, na BR-262, rodovia que corta a cidade.

Reinaldo também pediu ao ministro a revisão do Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, lançado em 2012, que contemplaria oito municípios do Estado. Estavam previstas obras de ampliação e adequação dos aeroportos de Dourados, Bonito, Corumbá e Três Lagoas, para o recebimento de aeronaves de maior porte, e a construção de terminais aéreos regionais em Coxim, Costa Rica, Nova Andradina e Naviraí. Com os cortes orçamentários, apenas Dourados foi mantido no programa para 2017 com aporte de R$ 40 milhões.

Em documento entregue a Maurício Quintella, o governador incluiu os aeroportos de Três Lagoas e Bonito como prioridades e ouviu do ministro a confirmação de inclusão dos dois municípios na segunda fase do programa, a ser executada ainda no próximo ano. Reinaldo relatou as dificuldades operacionais nos dois aeroportos para atender a crescente demanda de passageiros e cargas, citando o crescimento acelerado da região de Três Lagoas e o aumento do fluxo turístico em Bonito, um dos principais atrativos de ecoturismo brasileiro.

Além de problemas estruturais com a unidade contra incêndios, “que está aquém do requerido em termos de infraestrutura física para a sua classificação”, o governador disse ao ministro que o aeroporto de Três Lagoas necessita de ampliação da pista e melhoria da resistência do seu pavimento para permitir voos de aviões de carga. Quanto ao aeródromo de Bonito, as obras mais urgentes são na melhoria do terminal de passageiros, um novo pátio de aeronaves e alargamento da pista de pouso e decolagem.

Reinaldo enfatiza, no documento ao ministro, que o Estado possui, além de Dourados, “demanda emergencial de modo a sustentar seu desenvolvimento econômico, tanto em novos empreendimentos, como em atividades turísticas”. O Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional previa investimentos de R$ 250 milhões no Estado. A secretaria estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade) já vem alinhavando procedimentos no sentido de agilizar o licenciamento ambiental das obras previstas.

Duplicação-  Ao cobrar estudos do Ministério dos Transportes para a duplicação e concessão das rodovias BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, e o trecho Nova Alvorada do Sul-Bataguassu da BR-267,  o governador falou da importância do investimento nas duas rodovias federais, do ponto de vista do desenvolvimento econômico, para atender não apenas ao fluxo de veículos, mas também a segurança dos usuários. O ministro se comprometeu a discutir esta pauta com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

(Com informações da assessoria de imprensa do governo do Estado)

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