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21 de janeiro de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Brasil

Programa de avaliação revela baixo desempenho escolar em matemática

Mesmo com investimento dobrado em educação, índices estão estagnados desde 2009

3 Dez2019Da redação16h52

O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) edição 2018, foi divulgado mundialmente nesta terça-feira, 3 de dezembro através do OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apontou que o Brasil tem baixo desempenho em Leitura, Matemática e Ciências.  Se comparado com outros 78 países que participaram da avaliação, é constado que 68,1% dos estudantes brasileiros, com 15 anos de idade, não possuem nível básico de Matemática, considerado como o mínimo para o exercício pleno da cidadania.  Em Ciências, o número é um pouco menor atingindo 55% e em Leitura, 50%. Os índices estão estagnados desde 2009.

Em comparação com países da América do Sul analisados pelo Pisa, o Brasil é primeirinho, no pior desempenho em matemática, empatado estatisticamente com a Argentina, respectivamente, com 384 e 379 pontos. Uruguai (418), Chile (417), Peru (400) e Colômbia (391) estão na frente.

 O país também fica em último lugar no desempenho em Ciências, juntamente com os vizinhos Argentina e Peru, empatados em 404 pontos. Já os melhores classificados são Chile (444), Uruguai (426) e Colômbia (413). Se tratando de Leitura, o Brasil é o segundo pior do ranking sul-americano, com 413 pontos, ao lado da Colômbia (412). Em último lugar, estão Argentina (402) e Peru (401).

O cenário abrange, por exemplo, situações de estudantes incapazes de compreender textos, resolver cálculos e questões científicas simples e rotineiras. Se comparado à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil apresenta resultados ainda piores nas três áreas avaliadas, conforme a relação abaixo:

-Leitura: OCDE 487, Brasil 413; faixa do Brasil no ranking: 55º e 59º

-Matemática: OCDE 489, Brasil 384; faixa do Brasil no ranking: 69º e 72º

-Ciências: OCDE 489, Brasil 404; faixa do Brasil no ranking: 64º e 67º

O estudo é realizado a cada três anos e tem como objetivo medir até que ponto os jovens de 15 anos adquiriram conhecimentos e habilidades essenciais para a vida social e econômica. Em 2018, 79 países e 600 mil estudantes participaram do teste, que ocorre desde 2000. Os dados do Brasil foram comparados com:

-Países da América do Sul participantes do Pisa, pela proximidade territorial e cultural;

-Espanha E Portugal, pela proximidade cultural;

-Estados Unidos, por ter um sistema federativo e grande extensão territorial;

-Canadá, pelo tamanho territorial e por ser exemplo em índices de educação;

-Coreia E Finlândia, pois apresentam alto desempenho escolar.

No Brasil, participaram 597 escolas públicas e privadas com 10.961 alunos, escolhidos de forma amostral de um total aproximado de 2 milhões de estudantes. Cerca de 7 mil professores também responderam questionários. A avaliação foi aplicada eletronicamente, em maio do ano passado, pelo Inep.

É valido ressaltar que a pesquisa além dos números de proficiência nas três áreas temáticas apresenta o contexto em que os jovens estão inseridos e qual o impacto disso nos resultados.

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