Campo Grande •20 de Setembro de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
ALMS - Gestão para Pessoas

Da redação | Sexta, 6 de Janeiro de 2017 - 08h47Prefeitura negocia pagamento de repasses em atraso para o Hospital de CâncerEm dezembro o hospital entrou com duas ações na Justiça pedindo o bloqueio das contas da Prefeitura

(Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Campo Grande iniciou as tratativas para negociar os repasses em atraso destinados aos hospitais que atendem a Rede Municipal de Saúde. Na tarde desta quinta-feira (5), o secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, de Saúde, Marcelo Vilela, e o procurador-geral do Município, Alexandre Ávalo, se reuniram com o presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Carlos Alberto Coimbra.

Em dezembro o hospital entrou com duas ações na Justiça pedindo o bloqueio das contas da Prefeitura. O montante reclamado ultrapassa R$ 2,7 milhões, sendo R$ 1,7 milhão de contrapartida da Prefeitura e R$ 1,05 milhão de depósitos do Governo Federal que estavam retidos pela gestão anterior.

“Nós precisamos tomar essa atitude para nos resguardar e evitar que ficássemos sem receber”, justificou o diretor do Hospital do Câncer.  Coimbra explicou que dívida é referente a pagamentos atrasados desde agosto, sendo, aproximadamente, R$ 350 mil por mês, R$ 180 mil de pelo menos 12 cirurgias ortopédicas e  exames laboratoriais realizados a pedido da Secretaria de Saúde para desafogar a fila. Coimbra detalhou que o hospital realiza, em média, 16 mil procedimentos por mês e tem orçamento mensal de R$ 2,1 milhão, sendo que 98% da demanda é pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, ponderou que é preciso achar uma solução para o problema, mas pediu a compreensão do diretor da unidade, haja vista que dispõe hoje de apenas R$ 57 milhões em caixa para pagamento de funcionários e toda demanda da Prefeitura. A mesma observação foi feita pelo secretário de Saúde, Marcelo Vilela, que salientou situação semelhante com a Santa Casa que se soma a dívida da pasta com fornecedores e contratos que ultrapassa R$ 20 milhões.

Ao fim do encontro, foi sugestionado que o pagamento dos atrasados seja feito de forma escalonada, sendo mantido o repasse integral dos meses subsequentes. A proposta deve ser discutida entre os demais gestores da unidade e uma nova reunião deve ser convocada para selar o acordo. Por se tratar de uma questão que corre na Justiça, o Ministério Público Estadual (MPE) deve ser acionado para participar das próximas reuniões.

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