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Agência Brasil | Sexta, 7 de Outubro de 2016 - 14h00Policiais são presos por receber propina do tráfico de drogas no RioJustiça também decretou prisão preventiva de mais 19 pessoas ligadas ao tráfico de drogas

Ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)
Ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) (Foto: Reprodução/Internet)

Três policiais militares lotados no 20° Batalhão da Polícia Militar, em Mesquita, na Baixada Fluminense, e um policial civil foram presos hoje (7), na Operação Boi da Cara Preta, acusados de integrar um grupo que levava dinheiro do tráfico de drogas para deixar de combater o crime na região da Posse, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. Ainda há um policial militar foragido.

A ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 58ª Delegacia Policial, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. Todos estão com a prisão preventiva decretada pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. A Justiça também decretou a prisão preventiva de mais 19 pessoas ligadas ao tráfico de drogas nas comunidades Aymoré, Inferninho e Três Campos.

Para comprovar a participação dos acusados, a polícia utilizou interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. De acordo com o promotor de Justiça, Fabio Correia, do Gaeco, os acusados foram denunciados por “associação criminosa e corrupção passiva, com pena que pode chegar a 220 anos de prisão”, informou.

A corregedora da Polícia Civil, delegada Adriana Mendes, disse que o policial civil vai ser submetido a uma sindicância administrativa e como ainda está em estágio probatório pode ser expulso da instituição. “Precisamos retirar da corporação aqueles que não merecem permanecer nos quadros da Polícia Civil”, disse.

Propina - A denúncia do Ministério Público aponta que os traficantes faziam um pagamento mensal aos PMs, às sextas-feiras, sábados e domingos. Já o policial civil recebia a propina às terças-feiras. Ele era lotado na delegacia de Comendador Soares, na Baixada Fluminense.

A entrega da propina era feita aos policiais militares em postos de gasolina ou dentro dos próprios Destacamentos de Polícia Ostensiva (DPO), onde dividiam o dinheiro. Os valores – de acordo com os promotores – chegavam a R$ 70 mil. 

Crianças no tráfico - O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Nova Iguaçu, encaminhou à Justiça uma representação socioeducativa contra dez crianças e adolescentes que faziam contato com os policiais para o pagamento da propina. A Justiça deferiu a apreensão dos jovens e a decretou a internação provisória.

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