Menu
26 de abril de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Mega Banner Governo do Estado - Gestão por Competência
Nacional

Pesquisadores de SP e Texas estudam causas do estresse crônico em crianças

Estresse crônico normalmente está relacionado à pobreza, abusos, conflitos familiares e uso de drogas

1 Jan2017Agência Brasil09h30

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com colegas da Texas Tech University (TTU), dos Estados Unidos, desenvolve um estudo que pretende identificar, nos dois países, causas comuns do estresse crônico, principalmente em crianças.

O estresse crônico normalmente está relacionado à pobreza, abusos, conflitos familiares e uso de drogas. “Já detectamos que é comum, nas duas regiões, a alta prevalência de abuso infantil”, destacou a pesquisadora Andrea Parolin Jackowski, professora da Unifesp e coordenadora do projeto do lado brasileiro.

Informações preliminares do estudo indicam que, apesar das diferenças culturais, há semelhanças significantes nas reações das crianças dos dois países ao estresse tóxico: crianças que vivem em extrema pobreza em East Lubbock, no Texas, ou no centro-sul de Los Angeles, por exemplo, apresentam efeitos cognitivos e comportamentais semelhantes aos das que moram em favelas no Brasil.

“O que a gente percebe é que, independentemente do país que você resida, seja em um país como os Estados Unidos, que é um país desenvolvido, ou um país como o Brasil, que é um país em desenvolvimento, o estresse afeta da mesma forma o desenvolvimento da criança. Claro que existem diferenças culturais, que têm um papel importante, mas é uma forma de a gente poder fazer uma comparação entre as populações”, disse Parolin.

Em outubro, os pesquisadores do Texas vieram a São Paulo para conhecer os lugares pesquisados – como a região da cracolândia, no centro da capital paulista – e verificar in loco a realidade em que vivem as crianças que estão sendo estudadas pela coordenadora do projeto brasileiro. Em 2017, será a vez de os pesquisadores brasileiros irem aos EUA.

“A gente quer entender qual é o papel da cultura, das questões culturais no próprio desenvolvimento da criança, se são fatores protetores, aquilo que pode deixar o ambiente mais saudável e impedir que essa criança tenha uma doença no futuro. E entender também um pouco mais quais são os fatores de risco, porque existem questões que são muito peculiares de cada cultura”, ressaltou.

A pesquisa brasileira está sendo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O intercâmbio entre os pesquisadores recebe apoio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (Sprint - em português, Pesquisadores de São Paulo em Colaboração Internacional).

Veja Também

Trecho duplicado da Euler de Azevedo recebe iluminação
Sem-terra fecham rua no Centro da Capital
Isenção em concursos a quem prestou serviço eleitoral é aprovada
Aprovada destinação de 30% das multas de trânsito para a saúde
Comissão aprova bloqueio de bens de investigado por improbidade
Programa Povo das Águas atende moradores da região do Taquari
Escola da Capital é a 1ª com energia 100% solar
Festa dos Trabalhadores deve reunir 40 mil pessoas
Réu é condenado a 15 anos de reclusão por morte de advogado
Balanças de farmácia de manipulação reprovadas pelo Inmetro