Campo Grande •23 de Janeiro de 2018  • Ano 7
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Full banner Governo do Estado - Campanha Mudança - Educação

Da redação | Quinta, 7 de Setembro de 2017 - 12h36Pesquisa monitora regeneração no Cerrado após desmatamentoEstudo de longo prazo que vem sendo monitorada periodicamente desde 1996

(Foto: Divulgação/UFMS)

Conhecer as espécies arbustivo-arbóreas que apresentam maior potencial para dar início ao processo de sucessão da vegetação em áreas do cerrado típico (sensu stricto), submetidas a diferentes técnicas de desmatamento, é uma das propostas da tese de Doutorado do professor Gileno Brito de Azevedo, do Câmpus de Chapadão do Sul.

Com o tema “Crescimento e produção da vegetação lenhosa estabelecida em áreas de cerrado no Brasil Central, ao longo de 27 anos, após distúrbios por desmatamento”, a pesquisa, segundo o professor, é de fundamental importância para a conservação, restauração e o manejo da vegetação do Cerrado.

Aplicado na Reserva Ecológica e Experimental da Universidade de Brasília, Fazenda Água Limpa, localizada a 35 km do Câmpus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, o desmatamento foi realizado apenas em área suficiente para atender aos objetivos da pesquisa, no ano de 1988.
“A área desmatada encontra-se circundada por grandes extensões de áreas com vegetação natural do Cerrado. Desde o desmatamento em 1988 não houve novas intervenções na área, e toda a vegetação presente é resultante do processo de regeneração natural. Desde então, a área encontra-se protegida de perturbações antrópicas. Contudo, como o fogo é um distúrbio bastante comum no Cerrado, toda a área de pesquisa foi atingida por dois incêndios florestais, sendo um em 1994 e outro em 2011”, explica o professor.

Os tratamentos avaliados são T1 – Corte com motosserra + retirada da lenha; T2 – Corte com motosserra + retirada da lenha + fogo; T3 – Remoção com lâmina + retirada da lenha; T4 – Remoção com lâmina + retirada da lenha + fogo; T5 – Remoção com lâmina + retirada da lenha + 2 gradagens (24”); T6 – Corte com motosserra + retirada da lenha + fogo + destoca + 2 gradagens (24”), sendo cada tratamento composto de três parcelas com dimensões de 20 x 50 m cada.

Segundo o professor, “durante as avaliações foram mensurados todos os indivíduos lenhosos arbóreo-arbustivos com diâmetro tomado a 30 cm do nível do solo (Db) igual ou superior a 5 cm, sendo registrados o diâmetro, a altura total e a espécie botânica de cada um deles”.

Após a implantação dos tratamentos, a vegetação lenhosa arbóreo-arbustiva regenerada em 18 parcelas experimentais (área total de 1,8 hectares) já foi monitorada em oito ocasiões (1996, 1998, 2000, 2002, 2005, 2008, 2011 e 2015), permitindo assim, acompanhar as mudanças na vegetação por um período de 27 anos.

A avaliação do crescimento e produção foi realizada para as espécies mais importantes, identificadas pela análise dos parâmetros fitossociológicos e para o total da comunidade. Atualmente, as dez espécies arbustivo-arbóreas mais comuns no local são: Acinodendron pohlianum (Pixirica), Myrsine guianensis (Capororoca), Kielmeyera coriacea (Pau-santo), Qualea parviflora (Pau-terra-mirim), Qualea grandiflora (Pau-terra), Caryocar brasiliense (Pequi), Piptocarpha rotundifolia (Coração-de-negro), Dalbergia miscolobium (Jacarandá-do-cerrado), Schefflera macrocarpa (Mandiocão-do-cerrado) e Polyouratea hexasperma (Vassoura-de-bruxa). Outras espécies comuns são: Stryphnodendron adstringens (Barbatimão), Byrsonima pachyphylla (Murici), Pterodon emarginatus (Sucupira), Tachigali vulgaris (Carvoeiro), Eremanthus glomerulatus (Candeia) e Hymenaea stigonocarpa (Jatobá).

“Esta é uma pesquisa de longo prazo que vem sendo monitorada periodicamente desde 1996. Contudo, os resultados até agora obtidos indicam que a vegetação do cerrado sensu stricto apresenta baixo incremento em volume de madeira (± 2 m³/ha/ano), e que o manejo da vegetação do cerrado para extração de madeira exigiria ciclos de corte em torno de 30 anos”, expõe Gileno.

A pesquisa foi idealizada na década de 80 pela professora Jeanine Maria Felfili, mas hoje é coordenada pela professora Alba Valéria Rezende, e tem a participação de outros professores do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília e de alunos de graduação e pós-graduação.

“A minha participação ocorre em virtude do meu doutorado que está sendo realizado junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais na referida universidade, sob a orientação da professora Alba Valéria Rezende”, diz Gileno.

Veja Também
Mau tempo e desorientação espacial provocaram acidente que matou Teori
Abertas inscrições para aulas gratuitas de Ballet Clássico
Governadora recebe Pedro Chaves e discute Lei do Pantanal
Em MS, mais de 6,6 mil já se cadastraram para receber alerta de desastres
Moro pede que PF justifique uso de algemas durante transferência de Cabral
Déficit da Previdência equivale a 2,8% do PIB
Recuperação da MS-338 começa e tráfego deve ser restabelecido em 10 dias
Segunda, 22 de Janeiro de 2018 - 12h50CCR MSVia dá sequência a obras e serviços na BR-163/MS Em caso de chuvas as obras poderão ser suspensas, retornando tão logo elas cessem
98 cãezinhos e gatinhos ganharam novo lar em dia especial no CCZ
Governo lança mais de R$ 5 milhões em licitações para dois municípios e um distrito
Square notícias UCI 2018
Vídeos
Últimas Notícias  
Diário Digital no Facebook
Rec banner - Patio central
DothNews
DothShop
© Copyright 2014 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
© Copyright 2018 Diário Digital. Todos os Direitos Reservados
 Plataforma Desenvolvimento