Menu
20 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Meio Ambiente

Pela primeira vez em 43 anos, MS registra 100 desastres naturais

Centésimo desastre, ocorreu em Paranhos, causado por um incêndio florestal

11 Set2017Da redação19h21

Mato Grosso do Sul registrou pela primeira vez, desde 1974, a marca histórica de 100 ocorrências naturais causadas por algum fenômeno climático. O centésimo registro de desastre, no período de janeiro a setembro de 2017, ocorreu nesta segunda-feira na cidade de Paranhos, causado por um incêndio florestal.

A informação foi repassada pelo coordenador-adjunto da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), tenente-coronel Fábio Catarinelli. Ele explicou que desde 2012 a Secretaria Nacional de Defesa Civil disponibiliza de um sistema integrado de informações de desastres, que possibilita o monitoramento de ocorrências naturais ou humanas em todo o País.

“O acompanhamento da incidência de registros de desastres é um indicativo não apenas das mudanças climáticas que vem ocorrendo, mas, também, do comportamento e aprimoramento da gestão pública em relação às ações de defesa civil”, disse Catarinelli.

Segundo ele, o registro de 100 ocorrências no Estado demonstra, também, que existe um sistema estadual operando e vigilante, numa integração entre o governo estadual e os municípios. “A Cedec tem promovido a capacitação de agentes locais a operar o sistema”, explicou.

Importância do registro - Os primeiros registros de desastres naturais o Estado datam de 1974 e eram ainda incipientes. Naquele ano, foram registradas nove ocorrências, sendo a primeira em 23 de janeiro, uma inundação em Dois Irmãos do Buriti. No ano de 2011, foram 82 registros, e em 2005, 73.

As 100 ocorrências de janeiro a setembro incluem, além do incêndio florestal em Paranhos, casos de deslizamentos, chuvas de granizo, alagamentos, Enxurradas, estiagem, temporais, tornados, vendaval, voçoroca, geadas e incêndios em aglomerados residenciais.

O coordenador-adjunto da Cedec ressaltou a importância de a coordenação de defesa civil do município fazer o registro de algum desastre, de pequena ou grande intensidade, para que a prefeitura possa justificar a captação de recursos para obras preventivas.

“Mesmo que não seja uma ocorrência de grandes proporções ou que justifique a tomada de uma situação de alerta ou emergência, é fundamental que o município registre o desastre para tomada de ações futuras. O desastre é simultaneamente registrado pelo sistema nacional e pelo Estado”, explicou Catarinelli.

Veja Também