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17 de agosto de 2018 • Ano 7
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Julgamento

Pedreiro que tentou matar a ex pega regime aberto

Réu desferiu várias facadas contra a vítima e só parou quando pensou que ela estivesse morta

15 Mai2018Da redação15h19

O pedreiro Renato Franca Sampaio foi condenado a quatro anos de prisão, em regime aberto, por tentativa de homicídio simples contra a ex-companheira. O crime foi praticado na residência onde o casal morava no Bairro Guanandi, em Campo Grande, em 30 de março de 2014. Desconfiado de uma suposta traição, Renato brigou com a mulher e a esfaqueou várias vezes, parando apenas quando pensou que a vítima estivesse morta.

O réu foi a julgamento nesta terça-feira (15), na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Ele respondia pelo crime em liberdade e continuará livre. Como cabe recurso à sentença, o réu poderá recorrer do resultado do julgamento de hoje. A sentença só começará a ser cumprida quando o processo transitar em julgado.

Consta na denúncia que na data dos fatos, o acusado estava em sua residência, local onde moravam a vítima, seus filhos, sua mãe e seu tio. O réu indagava a companheira sobre a suposta traição. Irritado, em virtude da desconfiança, o acusado pegou duas facas, uma menor e outra maior, e investiu contra a mulher.

Segundo o Ministério Público, o tio tentou intervir e foi também golpeado no abdômen. Após ser golpeado, o homem se escondeu em um quarto e a mulher tentou tranquilizar o réu. Foi aí que ele desferiu diversos golpes de faca, apenas cessando a agressão quando acreditou que ela estava morta. Após o crime, o denunciado evadiu-se do local e as vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros.

O acusado e a vítima conviviam maritalmente e possuíam um filho. Antes do crime, a vítima já havia terminado o relacionamento com o réu, em virtude de sua agressividade e por ser usuário de entorpecente. Entretanto, em outubro de 2013, reataram o relacionamento.

Para o MP, o crime foi praticado por motivo fútil, uma vez que motivado por ciúme e por sentimento de posse, bem como praticado no âmbito da residência do casal e em razão do relacionamento amoroso.

Em sentença de pronúncia proferida em março de 2017, o juiz titular da vara, Carlos Alberto Garcete de Almeida, decidiu submeter o acusado a julgamento por júri popular pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil com relação e desclassificou o crime com relação ao tio para o crime de lesão corporal. No julgamento desta terça-feira, o juiz retirou a qualificadora de motivo fútil.

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