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2 de junho de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Crise

Microempresários e autônomos no prejuízo

Trabalhadores lamentam crise e temem pelo próximos dias

27 Mar2020Thays Schneider12h10
(Foto: Luciano Muta)
  • Movimento caiu em todos os seguimentos
  • (Foto: Luciano Muta)
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  • (Foto: Luciano Muta)

O desespero bate na porta dos pequenos empresários. Com quase tudo impedido de funcionar, os empreendedores estão bastante preocupados e já contabilizam contas atrasadas.

Um deles é Maria de Fátima Faria que há três anos vende marmitex na região do Tiradentes. Em um dia normal antes da pandemia,  ela chegava aa vender 130 unidades. Agora comercializa, no máximo, 35 marmitex, uma redução de mais de 70% no faturamento.

“No sábado fiquei desesperada vendi 15. Não paga nem o gasto com alimentos e esse mês paguei meu aluguel pela metade, cartões de crédito estão atrasados, dispensei uma funcionaria o cenário é desesperador para nós microempreendedores”, lamenta.

As dificuldades caminham em todos os ramos. Tanto o empregador quanto o empregado sofrem com as medidas restritivas tomadas pelo poder público após pandemia. Quem trabalha no serviço de entrega lamenta  e se preocupa. A demanda reduziu  e expectativa é de que demore  mais de três meses para que tudo volte ao normal.

Neste segmento está Tiago Oliveira. Ele trabalha como  motoentregador há mais de três anos e conta que nunca viveu uma crise como da última semana. O trabalhador faz as contas e relata que seu faturamento diário despencou em 68%.

Tiago sobrevive de entregas e está com medo do que ainda está por vir.  “Eu começava as 10h da manhã e parava as 22h. Chegava a fazer R$ 250  por dia, hoje começo cedo e não chega aos R$ 80. As contas estão chegando e ficando tudo atrasado. O que ganho mal dá comer no dia a dia. É desesperador”, desabafa.

Mas em meio ao sentimento desolador, há esperança. Tiago acredita que tudo isso vai passar logo. "Como todo brasileiro vamos saber nos reerguer, as dificuldades são passageiras e o importante é cuidar da saúde, evitar a transmissão do coranavírus e seguir as regras que foram impostas", afirma o motoentregador.  

 

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