Campo Grande •21 de Agosto de 2017  • Ano 6
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Valdelice Bonifácio | Terça, 8 de Agosto de 2017 - 16h00Ostomizados denunciam falta de bolsas coletorasAssociação afirma que materiais estão em falta no Estado há cerca de três meses

  
Terezinha Garcia procurou a associação desesperada com a situação do irmão customizado e que precisa dos materiais (Foto: Marco Miatelo)
  • Terezinha Garcia procurou a associação desesperada com a situação do irmão customizado e que precisa dos materiais
  • Presidente da Associação Lana Maria Flores (Foto: Marco Miatelo)
  • Leonardo dos Santos, 28 anos, é ostomizado desde bebê (Foto: Marco Miatelo)
  • (Foto: Marco Miatelo)
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  • (Foto: Marco Miatelo)

As lágrimas correm pelo rosto da aposentada Terezinha Garcia, 65 anos, que está compadecida pelo sofrimento de um irmão de 59 anos. Ele necessita das bolsas de colostomia indispensáveis para pacientes ostomizados – que foram operados para criação de um novo trajeto para eliminar fezes e urina --, mas que estão em falta na rede pública. “Precisamos de ao menos 60 bolsas por mês. É um material muito caro não podemos comprar”, disse a mulher.

Terezinha Garcia está entre as várias pessoas que têm recorrido à Associação dos Ostomizados de Mato Grosso do Sul (AOMS), em Campo Grande, em busca de ajuda para si ou seus familiares. A presidente da Associação Lana Maria Flores conta que a dificuldade em obter o material por vias públicas começou há três meses. O produto é comprado pelo governo do Estado, repassado aos municípios que entregam aos centros especializados ou às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs).

“Já bati às portas do governo várias vezes. Até agora não obtivemos uma resposta precisa sobre o por quê desta compra não ter sido feita”, relata a dirigente. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) teria informado à Lana que vai verificar o andamento da compra. Enquanto isso, ela tenta atender os pacientes que o pouco material que ainda tem no estoque da entidade.

Quando da cirurgia para a criação do novo caminho para a saída das fezes ou da urina para o exterior, um ostoma ou estoma é aberto na parede abdominal é por meio dele que os dejetos serão expelidos. O estoma não é controlado voluntariamente. Por essa razão, o paciente precisará utilizar uma bolsa de coleta de fezes ou urina, a chamada bolsa de colostomia que a associação está com dificuldade de obter junto ao poder público.

Conforme Lana, o material é caro. Além da bolsa, os pacientes precisam da placa para fixação na parede abdominal e alguns de pomada para passar no estoma. “A maior parte das pessoas ostomizadas é carente. Uma pessoa que precisa, por exemplo, de 10 placas e 10 bolsas poderá gastar até R$ 580 por mês”, exemplifica, lembrado que os preços variam conforme o tamanho das bolsas.

Além de cara, a vida de um estomizado é limitada. Que o diga Leonardo dos Santos, 28 anos, Secretário da AOMS. Ele nasceu com má-formação no intestino. Por isso, é ostomizado deste bebê. Nunca pode praticar esportes devido ao risco de sangramentos. Também nunca esteve no mercado de trabalho.

“Fiz várias entrevistas para trabalhar em supermercados, algo que eu sempre quis. Eu passava nas entrevistas, mas na hora do exame médico era reprovada. As empresas temiam que a minha condição de ostomizado pudesse criar problemas para elas”, relata Leonardo. O rapaz conseguiu o benefício Loas, do governo federal, há cinco anos, com o qual se sustenta.

Já Lana é ostomizada há cerca de 20 anos, desde que passou por uma cirurgia para a retirada total do reto, devido a um câncer. “Minha situação não é reversível. É assim e pronto”, disse.  A reversão é possível para alguns pacientes, mas para outros a reconstrução jamais poderá ser feita.

Conforme a associação, em MS há 1,088 pessoas ostomizadas, sendo 580 em Campo Grande. O último levantamento foi feito em julho de 2016.

Outro lado – A assessoria de imprensa da SES informou ao Diário Digital que existe uma lista de cinco produtos para pacientes ostomizados em processo de compra. O atraso ocorreu porque houve um pedido de readequação de preços em dois destes itens (a secretária não especificou quais) por parte do fornecedor. A previsão é de que a situação esteja normalizada até o final deste mês.

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