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19 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Valorização do ser

ONG devolve sonhos a pessoas de 6 países

Luis Amorse é o moçambiquenho que não tinha expectativas; hoje ele já está com o futuro planejado

11 Jan2019Luany Mônaco - Especial para o Diário Digital14h14
(Foto: Marco Miatelo)
  • Antes de conhecer a 'Fraternidade Sem Fronteiras' ter uma bola de futebol era um sonho distante
  • (Foto: Marco Miatelo)
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Quem vê o jovem universitário Luis Amorse Toresme, de 19 anos, colocando em prática suas altas habilidades como jogador de futebol nem imagina que até os seus 11 anos de idade ter uma bola talvez fosse o seu único sonho, mas que ainda assim parecia estar muito distante de ser realizado.

No entanto foi assim, jogando futebol com uma bola improvisada, que a vida de Luis começou a receber uma grande reviravolta. Padrinhos da Organização Não Governamental (ONG) ‘Fraternidade Sem Fronteiras’ visitaram o campo onde o menino jogava e ao iniciarem contato com o time de crianças moçambiquenhas foi Luis um dos primeiros a pedir a tão almejada bola de futebol, o que ele mal sabia é que eram aqueles visitantes que o ajudariam a gerar e realizar seus mais novos sonhos e expectativas para a vida.

Nascido em uma família de três irmãs e quatro irmãos, Luis costumava viver em uma aldeia localizada no País de Moçambique onde as dificuldades eram encontradas em todos os cantos, seja com moradia, alimentação, educação ou lazer. Para jogar futebol a bola precisava ser improvisada, mas para estudar o improviso só durava até a 4° série já que na aldeia onde o menino morava a escola só lecionava até este período. “Eu nunca tive sonhos, nunca pensei em terminar ao menos o Ensino Médio, era uma realidade muito distante pra mim. Hoje curso meu segundo ano na faculdade de Administração” diz empolgado o estudante.

Desde que conheceu a ‘Fraternidade Sem Fronteiras’ Luis vem conhecendo novas realidades e criando novos sonhos, para ele as oportunidades que recebeu por meio da organização abriram horizontes e o fizeram lembrar de que pode sim ser alguém na vida. “Antes da Fraternidade eu não tinha perspectiva alguma, eu não sabia o que era a vida, o que era a realidade. Mas quando ela chegou já tive uma nova visão, eu percebi uma mudança em mim” conta o jovem.

Pela segunda vez no Brasil, Luis lembra que em sua primeira viagem ao País seus sonhos a serem realizados eram entrar em uma piscina, ir ao cinema e comer muita pizza. Todos os desejos foram bem sucedidos. Hoje todos os irmãos de Luis participam de projetos da ‘Fraternidade Sem Fronteiras’, eles e outros 529 jovens tem garantia a educação e alimentação para que possam continuar a construir, realizar e lutar pelos seus sonhos.

Por mês a ‘Fraternidade Sem Fronteiras’ oferece 586 mil refeições, além disso já foram empregados 350 trabalhadores diretos, 162 idosos amparados, 35 casas construídas, 10 poços artesianos construídos, 1 padaria implantada, 36 centros de acolhimento erguidos, mais de 15 mil crianças órfãs e vulneráveis acolhidas o que totaliza um total de mais de 18 mil pessoas socorridas.

Luis é o segundo apadrinhado pela ONG ‘Fraternidade Sem Fronteiras’ que ingressa em uma universidade. A entidade leva esperança ao povo africano desde 2009, são atendidos os países de Moçambique, Madagascar, Senegal e Malawi, além da Venezuela e Brasil na América do Sul. A organização se mantém por meio de doações feitas pelos mais de 17 mil padrinhos e venda de camisetas e produtos personalizados na loja online ou física. Artistas nacionais como Xuxa Meneghel, Alok e Reynaldo Gianecchini abraçaram a causa e também colaboram com a instituição.

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