Campo Grande •29 de Abril de 2017  • Ano 5
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Da redação | Terça, 18 de Abril de 2017 - 14h50Novas merendeiras da Capital passam por capacitaçãoPalestras tratam do uso dos utensílios, manipulação dos alimentos e outros

(Foto: Divulgação/Prefeitura da Capital)

Produzir merenda de qualidade. Esse é o conceito que a equipe da Superintendência de Alimentação Escolar da Semed (Secretaria Municipal de Educação) está transmitindo às 190 merendeiras aprovadas e contratadas por meio do processo seletivo simplificado para atuar nas unidades escolares da Reme.

Dividido em duas turmas, o grupo está participando de uma capacitação nesta terça-feira (18), realizado no Cefor (Centro de Formação Lúdio Martins Coelho), com o objetivo de proporcionar o aperfeiçoamento profissional dos servidores quanto à utilização dos utensílios de cozinhas e também na manipulação correta dos alimentos.

Os profissionais também estão sendo orientados quanto à importância da higiene do ambiente e pessoal, conduta, posicionamento dos pratos e utensílios e quantidade estimada de refeição fornecida por faixa etária, com o objetivo de evitar o desperdício.

Os técnicos também estão abordando as necessidades e os cuidados necessários com os alunos que tem algum tipo de restrição alimentar.

De acordo com Suelen Rotela, que integra a equipe de nutricionistas da Semed, a qualidade da alimentação oferecida nos Ceinfs e escolas influencia diretamente no rendimento escolar do aluno. “Oferecer uma boa alimentação, nutrida, fortifica e influencia na educação. Os alunos bem alimentados aprendem melhor”, ressalta. A nutricionista comentou ainda que a aproximação junto com estes profissionais leva resultados satisfatórios nas unidades escolares.

A chefe da Divisão de Programação Alimentar, Fátima Pereira de Souza fala sobre a importância da capacitação. “É importante ter uma merenda mais preparada dentro das técnicas e normas para que as crianças possam realmente se alimentar e possam ter melhor aproveitamento dessa alimentação”, destacou.

Para o superintendente de Alimentação Escolar, Adaltro Albinele, um dos principais pontos positivos da capacitação é a conscientização das merendeiras no sentido de evitar o desperdício de alimentos, reaproveitando os alimentos.  “Estamos numa luta intensa e constante para evitar o desperdício, estabelecendo um novo tempo neste quesito no município de Campo Grande”, disse.

Já a secretária-adjunta de Educação, Elza Fernandes, que participou da abertura, destacou a importância do profissional que produz a merenda e lembrou que seu trabalho contribui com a satisfação dos alunos em ir para a escola. “É muito gratificante ver quando eles elogiam a comida e pedem para repetir”, afirmou.

Ato de amor - Para os profissionais recém-contratados, o curso representa a oportunidade de trocar idéias e aprofundar os conhecimentos de quem já tem experiência. Já para os novatos, ingressar no setor de alimentação escolar é a realização de um sonho.

É o caso da merendeira Eloina Nunes Fernandes, da escola Professor Osvaldo de Oliveira, que pela primeira vez está cozinhando para alunos. Para ela a função é, em primeiro lugar, um ato de amor. “Estou fazendo o máximo para atender as crianças. Estou adorando servir o que elas gostam de comer de forma diversificada, fazendo coisas diferentes. Estou amando”, relata de forma emocionada.

E quem pensa que a função ainda é de domínio exclusivo das mulheres, se engana. Aos poucos, os homens também vem mostrando interesse na área. Um desses profissionais, também contratado recentemente, é Oscar Aragão, que já está atuando na escola municipal Professor Luis Antônio de Sá Carvalho, na Vila Célia.

Apesar da experiência de 20 anos na área de alimentação, atuando em restaurantes, ele viu na Reme, a oportunidade de conquistar novas experiências. “É uma meta nova na minha vida. Estou aprendendo a fazer uma alimentação mais rápida, saudável, utilizando o tempero na proporção correta”, enfatizou.

O merendeiro também elogia a qualidade das refeições servidas nas unidades da Reme. “Quando era estudante eu via que a comida parecia ser muito simples e hoje o que percebo é que tem frutas como maça, laranja, verduras. Há uma diversidade bem maior, porque se tem muito mais material para trabalhar”, ressaltou.

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