Campo Grande •25 de Maio de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Valdelice Bonifácio | Terça, 3 de Janeiro de 2017 - 08h03Na periferia, crateras deixam moradores aflitosBuracos enormes, abertos no asfalto por conta das chuvas, crescem a cada dia

  
Na Rua Osvaldo Aranha, no Bairro Colibri, condutores se arriscam nas proximidades da cratera onde desmoronamentos acontecem todos os dias (Foto: André Bittar)
  • Na Rua Osvaldo Aranha, no Bairro Colibri, condutores se arriscam nas proximidades da cratera onde desmoronamentos acontecem todos os dias
  • Janaína Vilela, 34 anos, que mora quase em frente à cratera (Foto: André Bittar)
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Tinha uma cratera no meio do caminho. Na verdade, são muitas. Em Campo Grande, a situação é comum nas periferias. Os moradores vivem aflitos, pois, os buracos enormes crescem a cada dia, representando riscos para pedestres e motoristas. O período chuvoso só aumenta o medo da população.

Na Rua Osvaldo Aranha, no Bairro Colibri, a situação é assustadora. O buraco que começou pequeno, no início de dezembro, após período de chuva está quase tomando conta da rua inteira. “Tem deslizamento todos os dias por baixo da capa asfáltica. A situação só vai piorar. Temos urgência nisso”, clama a dona de casa Janaína Vilela, 34 anos, que mora quase em frente à cratera.

Ela conta que funcionários da Águas Guariroba e também na prefeitura estiveram no local. A tubulação de esgoto foi danificada devido aos desabamentos.

Os operários da prefeitura interditaram o trecho colocando cones e faixas no entorno da cratera. “Não adianta. A própria população retira as faixas para continuar trafegando e se arriscando na beira da cratera”, reclama. Vários cones já caíram dentro do buraco.

Enquanto o poder público tarde, a população toma iniciativa própria. No bairro vizinho ao Colibri, o Canguru, moradores fecharam uma cratera na Avenida Catiguá.

Nas Moreninhas, crateras também são motivo de tormento para a população. Na esquina da Rua Salmorão com a Ponte Firme, a cratera aberta em dezembro também aumenta a cada dia. “Já apelamos para tudo. Ninguém resolve e o problema só cresce”, afirma a artesã Livone Souza, 60 anos, que mora perto da cratera.

Além das crateras, outra situação chama atenção nas Moreninhas. Na Rua Minas Novas, a capa asfáltica se desprendeu em vários e foi parar nas calçadas. A situação expôs um asfaltamento feita em camada finíssima e frágil.

A prefeitura de Campo Grande tem um novo prefeito, Marquinhos Trad (PSD) que tomou no domingo, dia 1. No discurso de posse, ele informou que vai implementar um plano emergencial de tapa-buracos e limpeza da cidade.

Ontem, o prefeito anunciou que as três empreiteiras que trabalham na Operação Tapa Buracos devem aumentar das atuais seis equipes que trabalham na nas ruas de Campo Grande para 15 ainda durante esta semana.

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