Campo Grande •24 de Fevereiro de 2017  • Ano 5
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Larissa Mendes, especial para o Diário Digital | Sexta, 11 de Novembro de 2016 - 11h15Na onda do Fora TemerDiversas entidades participam de protesto contra as propostas do atual governo

Mais de mil manifestantes ocuparam a Praça do Rádio Clube.
Mais de mil manifestantes ocuparam a Praça do Rádio Clube. (Foto: Larissa Mendes, especial para o Diário Digita)

Contra os atuais projetos do governo Temer, como o  teto dos gastos públicos, a renegociação das dívidas dos Estados com a União e as reformas Ensino Médio e da Previdência Social, mais de mil manifestantes, de várias entidades participam de uma ‘greve geral’ na manhã desta sexta-feira, 11.

Já a partir das 8h, começaram a chegar na praça do Rádio Clube, os primeiros manifestantes ligados aos sindicatos e movimentos sociais de diversas categorias.  Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul – Cut, Genivaldo Duarte, ao todo, 8 mil trabalhadores estão paralizados na Capital e 30 mil em todo o estado. 

“Fica Complicado defender uma proposta que não tem participação da população. Isso é retrocesso e temos que mostrar para população do que se trata”, relata Lucílio Souza Nobre, presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação – ACP.  Mais de 6 mil professores paralisaram.

“Se hoje os recursos que são passados para a saúde e educação já são insuficientes, imagina como vai ser nos próximos 20 anos, muito pior”, diz a presidente do Sindicato dos Professores das Universidades Federais no Mato Grosso do Sul – ADUFMS, Mariuza Guimarães. 

A União da Juventude Comunista – UJC entende que as Pec são um retrocesso e que beneficiam somente os mais ricos e latifundiários. “Várias coisas vão acontecer de ruim, a classe trabalhadora, como sempre, é a que mais vai ser afetada. Precisamos nos levantar e ocupar tudo, não só um dia, mas sempre. Além disso, temos que alcançar a classe trabalhadora e mostrar a realidade que são essas propostas”, relata a estudante de fisioterapia, Danielle Oliveira, participante do movimento UJC. 

“Essas medida provisórias desconstrói o que entendemos por democracia. Tudo se pensa e é decidido na surdina, sem que o povo possa efetivamente participar dessas decisões. O país está lentamente congelando. “ desabafa a arte Educadora, Lourdelice Moraes.  

O protesto irá ocorrer até 12h, as 14h todos vão se reunir em uma mesa redonda no anfiteatro de Multiuso na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, para discutir a nova reforma curricular do Ensino Médio. 

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