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18 de julho de 2018 • Ano 7
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MS 40 anos

Municípios mais próximos, mas fácil era administrar

Hoje, MS comemora divisão, que veio de um longo processo

11 Out2017Dayene Paz07h15

Um marco na independência de Mato Grosso do Sul, quando no dia 11 de outubro de 1977, o presidente Ernesto Geisel assinou a Lei Complementar nº 31 dividindo Mato Grosso e criando o estado de Mato Grosso do Sul. Uma questão que uns definem como geográfica, outros econômica, mas por fim, era um pouco de tudo.

A data ficou conhecida como Divisão do Estado e é comemorada pelos sul-mato-grossenses, como uma conquista, que veio de um longo processo. “Era mais uma questão econômica do que geográfica”. Assim que define o jornalista e poeta, Edson Moraes, que viveu a época da divisão.

Na época, em 1974, estava se reascendendo a chama divisionista pelas classes políticas. “Diziam que era muito grande territorialmente, era muito difícil de administrar”, conta. “Depois de dividido, os municípios ficaram mais próximos, era melhor de se administrar”, afirma Edson.

 “O norte não queria a divisão e o sul queria. Em 76, quando viram que era inevitável, começaram a acontecer as movimentações, na maior parte em eventos do governo”, conta Moraes.

Por conta das confusões que são realizadas entre um estado e o outro e suas respectivas capitais, o governo tentou modificar o nome do estado de Mato Grosso do Sul para “Estado do Pantanal” no ano de 1998, o que não foi efetivado em face da baixa adesão política e do pouco apoio popular em relação à proposta. “A gente não tinha uma definição cultural e isso foi começando a aparecer aos poucos”, conta o jornalista. 

Campo Grande foi escolhida para ser a capital do Mato Grosso do Sul, situada a pouco mais de 700 km de Cuiabá, capital do estado do “norte”. A economia do Mato Grosso do Sul é, atualmente, a décima sétima maior do país e possui um PIB de aproximadamente 49 bilhões de reais, segundo dados do IBGE relativos a 2013. Embora esteja passando por uma fase de crescimento e desenvolvimento industrial, o estado é marcado pela produção agropecuária, que desempenha papel primordial sobre as demais atividades econômicas locais. O destaque vai para a produção de soja e de carne bovina, que torna o território sul-mato-grossense o segundo maior em exportações no país.

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