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20 de novembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Remoção

Município ofereceu ajuda antes de retirar moradores de rua do pontilhão

Pessoas que viviam em barracos próximo ao Rio Anhanduí recusaram medidas de programas sociais

15 Out2019Da redação17h00

A Secretaria de Assistência Social realizou 38 visitas aos moradores de rua que se abrigavam em pontilhões do Rio Anhanduí. As abordagens tiveram recusas de atendimento que, agora, após reunião com o Ministério Público Estadual, acabaram levando a decisão de saída dos pontilhões, por conta do risco que correm no período de chuva, que começa nos próximos meses.

O Ministério Público Estadual, por meio da 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente,  realizou vistoria e emitiu relatórios técnicos produzidos pelo Departamento de Apoio as Atividades de Execução – DAEX. Após isso, um cronograma de intervenção, com as recomendações do MPE, foi executado.

A Prefeitura ressalta que a Secretaria de Assistência Social realizou diversas visitas aos moradores, ofertando serviços da Política de Assistência Social do Município. No entanto, todas as medidas oferecidas foram rejeitadas pelas pessoas que viviam naquele local. Após reunião com o Ministério Público, a Secretaria de Assistência Social voltou na área por três vezes e novamente a ajuda foi recusada.

A Prefeitura de Campo Grande atuou preventivamente com orientações para desocupação daquele local, oferta de serviços, com o propósito de resguardar a integridade física e, consequentemente, a vida dos mesmos, mas não obteve sucesso por conta da recusa dos moradores. Os que aceitaram ajuda, receberam apoio para início de um trabalho social, para acesso a documentação civil básica e aos Programas Sociais.

Nesta semana o município deu início a ações de limpeza e instalação de valetas no local que fica no cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Manoel da Costa Lima. Embaixo do pontilhão moradores de rua se abrigavam em barracos improvisados vivendo de esmolas. A maioria perdeu vínculo com a família e tem dependência química. A prefeitura vai construir muros para essas pessoas não voltem a acampar no local.

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