Campo Grande •25 de Julho de 2017  • Ano 6
OrganizaçãoIvan Paes BarbosaDiretor de RedaçãoUlysses Serra Neto

Marcos Tenório, em colaboração ao Diário Digital | Sábado, 18 de Março de 2017 - 15h22Salões de beleza combatem violência contra mulherEstabelecimentos serão multiplicadores de informações sobre violência doméstica

  
Salão Magia de Lígia empenhado no projeto contra a violência contra a mulher (Foto: Luciano Muta)
  • Salão Magia de Lígia empenhado no projeto contra a violência contra a mulher
  • Ligía Freitas, dona do salão Mania de Lígia. Foto: Luciano Muta
  • Funcionária do salão. Foto: Luciano Muta
  • Juíza Jacqueline Machado, especialista em medidas protetivas para mulheres. Foto: Luciano Muta
  • Equipe que faz parte do projéto Mãos emPENHAdas Contra a Violência. Foto: Luciano Muta
  • Lígia Freitas e a juíza Jacqueline Machado colocando o selo de identificação da campanha. Foto: Luciano Muta
  • Selo que mostra que o estabelecimento participa da campanha. Foto: Luciano Muta
  • Selo Mãos emPENHAdas Contra a Violência. Foto: Luciano Muta
  • Psicóloga Sandra Regina Monteiro Salles fala da importância de uma mulher ser orientada. Foto: Luciano Muta

Em Campo Grande, salões de beleza estão se tornando multiplicadores de informações sobre todas as formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Inédito no País, o projeto “Mãos emPENHAdas Contra a Violência” é desenvolvido pela coordenadoria da mulher em situação de violência doméstica e familiar e pela 3ª vara da Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande.

O ponta-pé inicial do projeto ocorreu neste sábado, 18 de março. Cada estabelecimento terá um selo para identificar a participação na campanha. Dona de um dos salões que participará da campanha, Lígia Freitas elogia o projeto. “Todas as mulheres já viveram esse tipo de situação de alguma maneira. Por vezes, é algo com a irmã, mãe ou uma amiga. Alguém conhece uma vizinha, mas todo mundo já presenciou isso”, ressaltou a dona do salão.

Pelo projeto, profissionais da beleza serão agentes no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Manicures, cabeleireiras e depiladoras a partir de agora são multiplicadoras de informações sobre todas as formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres e como combater e denunciar os abusos. “Esse projeto precisa prosperar com muita força. É uma forma de fazer diferença, não só aqui nosso País, mas o mundo inteiro precisa de uma vez por todas mostrar para a mulher a importância que ela tem”, analisa Lígia.

As profissionais de beleza participaram de treinamento, na Casa da Mulher Brasileira, com uma psicóloga, uma assistente social e com a coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar de MS, juíza Jacqueline Machado, idealizadora do projeto. Na capacitação foi explicado sobre como identificar uma mulher vítima, o que tipo de informações repassar sem revitimizá-la.

O projeto faz parte da campanha do judiciário de Mato Grosso do Sul, intitulado “Mulher Brasileira todos empenhados contra a violência”, fazendo referência a ativista Maria da Penha Maia Fernandes, que em 1983 ela foi vítima do marido que tentou matá-la por duas vezes. No dia 7 de agosto de 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha, que visa aumentar o rigor das punições sobre os crimes domésticos.

A juíza Jacqueline Machado explicou que a capacitação é para que as mulheres entendam o que é a violência doméstica contra a mulher, quais as formas de violência que existem, e o que a mulher pode fazer para sair dessa situação de violência. Também serão repassadas informações sobre as formas de denúncia.

“A capacitação serve para multiplicar informações sobre esse tipo de violência que ocorre em nosso Estado com números alarmantes. Precisamos que todo mundo tenha essa informação, principalmente as mulheres, porque só com informação e orientação elas vão conseguir ajudar outras mulheres e sair também se elas estiverem nessa situação de violência, afirma.

A psicóloga Sandra Regina Monteiro Salles é uma das palestrantes da capacitação. “As mulheres às vezes não conseguem romper porque estão inseridas em um ciclo de violência, ou porque o relacionamento é muito longo e muitas vezes porque tem filho com o companheiro”, explica. “A ideia é oferecer atendimento psicológico lá dentro da Casa da Mulher. Precisamos mostrar que ela está em um relacionamento abusivo e não sabe”, disse.

Serviços - Além do salão Mania de Lígia, localizado na esquina da Avenida Afonso Pena com a rua Alagoas, já está participando do projeto “Mãos emPENHAdas Contra a Violência” o salão Estilo Juliana, localizado na rua Pernambuco, 1.872.

A Casa da Mulher Brasileira está situada na Rua Brasília, s/nº, Jardim Imá, em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. Para informações ligue (67) 3304-7559 e o disque-denúncia é pelo número 180, com ligação gratuita e garantia de anonimato.

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