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26 de agosto de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
União

MS fará compra compartilhada de remédios

Estados já se organizam para fazer a primeira aquisição, com pagamento à vista e recursos próprios

10 Ago2019Da redação08h21

O governo de Mato Grosso do Sul acertou com a compra compartilhada de medicamentos entre sete estados brasileiros. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) fechou o entendimento nesta semana antes de sair em férias. 

Desde que assumiu em janeiro deste ano a presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central, Reinaldo Azambuja tem trabalhado para viabilizar a compra compartilhada de medicamentos entre o Distrito Federal e os estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins – membros do bloco econômico. 

Na terça-feira passada, ele assinou um memorando de entendimento com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops) que viabiliza a aquisição, que objetiva aumentar o poder de compra e reduzir o preço de remédios e equipamentos.

“Comprando conjuntamente, a gente espera baratear o custo. Vamos ter condições de ter um valor menor. Planejando a compra, vamos ter um ganho de escala porque vamos comprar todos os estados conjuntamente e a Unops tem uma experiência nisso. Ela é um braço da ONU que organiza as questões de saúde. Não é só medicamento. Nós podemos comprar equipamentos”, afirmou Reinaldo Azambuja.

Segundo ele, os estados já se preparam para fazer a primeira aquisição, com pagamento à vista, usando recursos dos Tesouros estaduais. “Dentro de 15 dias já temos a lista toda fechada dos medicamentos e os valores”, declarou.

Ferroeste - Já no Paraná, o governador se reuniu na última quarta-feira com representantes de grupos empresariais chineses e portugueses no Brasil para discutir formas de investimento no novo projeto da Ferroeste, que pretende ligar os portos de Paranaguá (PR) e Antofagasta, no Chile, passando por Mato Grosso do Sul. Possibilidades de rotas e ramais que ligarão Brasil e Chile, cortando o Paraguai e a Argentina, foram apresentadas no encontro na sede do governo paranaense. Um grupo de trabalho do estado vizinho vai avaliar qual o melhor modelo a ser seguido. Atualmente, a Ferroeste liga as cidades de Cascavel a Guarapuava.

Mato Grosso do Sul tem interesse na construção de uma nova linha de escoamento da produção por meio do Oceano Pacífico. “Seremos mais competitivos com essa nova saída. Agora é olhar a melhor lógica e modelagem”, afirmou Reinaldo Azambuja. Ele ainda defendeu a discussão conjunta do traçado, uma vez que a integração logística dá mais competitividade aos produtos brasileiros e asiáticos. O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, também reafirmou a relevância do projeto. “É um sonho tirar do papel o corredor bioceânico, mas qualquer decisão depende do Governo Federal. Precisamos vencer a burocracia”, destacou.

Férias - Reinaldo Azambuja ficará fora do comando do Estado até 20 de agosto. Neste período, o vice-governador Murilo Zauith assume o Executivo.

 

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