Menu
22 de junho de 2018 • Ano 7
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Neto
Saúde

MS encerrou 2015 com mais de 2,6 mil casos da doença

Terceiro sábado do mês de outubro é considerado o Dia Nacional de Combate à Sífilis

15 Out2016Da redação11h00

Todos os anos, quase um milhão de pessoas (930 mil) – cerca de 1% da população brasileira, contrai sífilis no país, de acordo com o Ministério da Saúde. O número é ainda mais alarmante quando se trata de gestantes. Estima-se que 50 mil  grávidas, cerca de 1,6% das mulheres à espera de um filho no Brasil, sejam portadoras da infecção.

 Em Mato Grosso do Sul, nos últimos dez anos (entre 2007 e 2016), foram notificados quase seis mil casos de sífilis em gestantes, quase sete mil casos de sífilis adquirida, e pouco mais de duas mil ocorrências de sífilis congênita, quando o bebê é contaminado pela placenta ou na hora do parto.

No Estado, a quantidade de grávidas com sífilis aumentou em 2015 (com 1.102 casos) se compararmos aos dados de 2014 (901). Esse aumento é visível também nos casos de sífilis adquirida e congênita. Conforme a gerente técnica do Programa Estadual de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Danielle Martins Tebet, esse crescimento do número de casos registrados no  Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) é reflexo da ampliação dos diagnósticos por meio dos testes rápidos realizados em unidades básicas de saúde.

Dia Nacional de Combate à Sífilis - Conforme o calendário do Ministério da Saúde, o terceiro sábado do mês de outubro é  o Dia Nacional de Combate à Sífilis. A doença, silenciosa e grave, é transmitida pela bactéria Treponema pallidum.  São grandes as chances de cura quando há trato adequado. Apesar de a transmissão sexual ser a forma predominante de contágio, a doença infectocontagiosa ainda pode ser contraída pelo sangue ou verticalmente, passando da mãe para o filho.

Apesar de o tratamento ser simples, cerca de 70% das gestantes transmitem a doença aos bebês, pois não fazem o tratamento adequado. A sífilis na gestação pode causar graves problemas de saúde na criança ou ainda levar ao aborto.

Em gestantes ou não, mas com correto tratamento, a doença pode ser curada em 1 ou 2 semanas de tratamento, mas quando isso não acontece a sífilis pode permanecer no organismo durante toda vida, evoluindo até a morte. Conforme os médicos, a maior causa de abandono do tratamento é achar que a doença já foi vencida, já que os sintomas não ficam aparentes.  Mais informações sobre as fases da doença e os sintomas podem ser obtidas no site do Programa de DST /AIDS do Ministério da Saúde.

Ações - Por meio do Pacto pela Saúde, com ações no setor de atenção básica e na vigilância em saúde da SES, o Governo do Estado tem trabalhado na prevenção à sífilis com a implementação da triagem na gestação, a utilização dos testes rápidos para sífilis durante o pré-natal, a capilarização para toda a população e a criação de comitês de investigação de transmissão vertical da sífilis.

O Programa Estadual de DST/ AIDS e Hepatites Virais ressalta a importância da realização do teste para diagnosticar a sífilis, principalmente em mulheres grávidas no primeiro e no último trimestre da gestação ou no parto.

Entre ações da SES no combate à doença no mês de outubro está a distribuição de material educativo para a população em geral e específico para a sífilis gestacional, ciclo de palestras em escolas particulares e estaduais para adolescentes do 8º ao 1º ano e em empresas da iniciativa privada com foco na prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis além da distribuição de preservativos e testes rápidos para os 78 municípios.

Veja Também