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Pantanal

Morte de araras-azuis preocupa especialistas

Representantes de órgãos defensores do Meio Ambiente estão reunidos no Instituto Arara Azul, em Campo Grande

26 Jul2017Da redação14h30

Mortalidade de araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso despertou atenção de especialistas de órgãos defensores do Meio Ambiente que estão reunidos no Instituto Arara Azul, em Campo Grande, para discutir o assunto até quinta-feira, 27 de julho. Em 2015, houve a morte de 18 indivíduos desta espécie em uma propriedade de MS e de 83 em três propriedades de MT. Este ano, há novos relatos de perdas de 30 araras-azuis em uma propriedade do MT, preocupando autoridades, ambientalistas e pesquisadores.

“É algo inédito e impactante para esta espécie, que tem vida longa na natureza e baixa taxa de mortalidade. Isso exige atitudes imediatas e como nos dedicamos ao estudo da arara-azul na natureza há 27 anos, assumimos um papel de coordenação das informações, de comunicação com os órgãos públicos, veterinários, professores, pesquisadores e instituições envolvidas com a pesquisa e conservação, na busca de um diagnóstico o mais rápido possível e na elaboração conjunta de um plano estratégico de emergência para impedir a continuidade destas perdas”, explica a presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes.

Há dois anos, a equipe técnica do Instituto Arara Azul foi a campo para diagnóstico e análises de possíveis causas que provocaram a morte desses indivíduos. Com apoio de parceiros foram feitas expedições em MS e MT para que ações sejam pautadas em elementos técnicos e científicos. “Entramos em contato com vários órgãos para auxiliar nessa descoberta. A doutora Eliane Vicente, nossa pesquisadora associada, fez o exame pericial da primeira ave morta e outras sete foram necropsiadas pelo professor doutor Edson Moleta Coledol e sua equipe, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). As amostras foram encaminhadas para a Universidade de São Paulo (USP), e enviadas para a Fiocruz e outros laboratórios conveniados para realizações de outros testes e exames”, destaca Neiva.

No encontro, estão sendo apresentados levantamentos e diagnósticos realizados por equipe de técnicos e cientistas de várias instituições. Após a análise de resultados, os representantes do Instituto Arara Azul, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) - que também está representando o Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) -, Polícia Militar Ambiental (PMA/MS), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Pantanal), Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Universidade Federal do Paraná (UFPR), UFMT, USP, Instituto Neotropical: Pesquisa e Conservação (INPCON), Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) e Serviço Social do Comércio (Sesc).

A ideia é determinar um protocolo de ação para as possíveis ocorrências e definirão os próximos passos para a implementação de um Plano de Risco Ambiental, com atuações emergenciais para a prevenção das mortandades e para a proteção a arara-azul grande.

 

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