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12 de dezembro de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
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Moradores pedem remoção de árvore 'elétrica' no bairro Chácara Cachoeira

Árvore está causando transtornos no bairro; Até caminhões de lixo não passam pelo local, dizem moradores

14 Abr2015Lúcio Borges, especial para DD07h00
Moradores até colocaram placa para avisar quem passa pelo local (Foto: Fabio Ozuna)
  • Moradores pedem remoção de árvore elétrica desde 2011; Até placa de aviso tem no local
  • Moradores até colocaram placa para avisar quem passa pelo local (Foto: Fabio Ozuna)
  • Moradores até colocaram placa para avisar quem passa pelo local (Foto: Fabio Ozuna)
  • Moradora denuncia que vem solicitando remoção de árvore, que está podre, desde 2011 (Foto: Fabio Ozuna)
  • Moradora denuncia que vem solicitando remoção de árvore, que está podre, desde 2011 (Foto: Fabio Ozuna)
  • Cabos de energia estão entrelaçados na árvore e incomoda moradores do bairro (Foto: Fabio Ozuna)
  • Moradora relata ao DD que vem há anos realizando ações para poder podar árvore (Foto: Fabio Ozuna)
  • Moradores até colocaram placa para avisar quem passa pelo local (Foto: Fabio Ozuna)
  • (Foto: Fabio Ozuna)
  • Cabos de energia estão entrelaçados na árvore e incomoda moradores do bairro (Foto: Fabio Ozuna)

Uma moradora do bairro Chácara Cachoeira, região Noroeste de Campo Grande, denuncia que há anos, desde 2011, vem solicitando a remoção de uma grande árvore Ficos, em frente sua residência. Além da sujeira, quebra da calçada, galhos ameaçando cerca elétrica e a casa em si, um novo problema e mais perigoso surgiu para sua família e de todas na rua: a árvore está eletrificada. Um vizinho que "descobriu" ao limpar o muro dos galhos e segurar na árvore e receber uma pequena descarga elétrica.
 
Os galhos estão atrelados à rede de alta tensão e toda fiação da iluminação pública e das casas, causando o choque nas pessoas, de acordo com a dona de casa, Desiré Alves Verão Martins. 

A retirada de árvores, que não pode ser feita sem autorização do órgão ambiental municipal, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), está muito demorada ou não sendo feita, ameaçando a população da Rua São Francisco de Assis, próxima a Avenida Ceará e Afonso Pena.  

“O Ficos está dando choque, devido à alta tensão, que piora a nossa situação, além de estar muito grande, já atrapalhando a passagem na rua de veículos grandes, incluindo o caminhão de coleta de lixo. Temos crianças aqui na rua e isto é um grande perigo, como sua possível queda em cima de tudo por aqui”, declara Desiré.

A moradora relata que seu esposo abriu processo nº 111252/2010-54, em junho de 2011, onde o mesmo até foi indeferido pela Semadur. Mas a árvore continua prejudicando a sua casa, a do vizinho e de toda rua, que tem diversas crianças. Ela mostra a situação e dificuldades que vem enfrentando, com a árvore e com o pedido de sua remoção, já feita a Semadur há quase quatro anos.

“Nós não podemos cortar. Se mando cortar sou multada”, reclama.

Desiré lembra que apesar de ser indeferido, a Semadur aconselhou a moradora a plantar outra árvore e solicitar nova visita/ remoção. Contudo, a mesma vai a Secretaria, já foi na Central do Cidadão, onde todos dizem que o processo dela (indeferido) está na mão da fiscal, que ainda vai resolvê-lo e somente a mesma fiscal que pode falar. 
“Meu marido começou este processo em junho de 2011. Mas na prefeitura ninguém sabe direito, na Energisa, diz que só corta galho no fio, mas nem eles também vieram mais. Fica um jogando para o outro. Se você corta, a multa chega rapidinho. Mas não vem eles – técnicos especializados – para cortar, resolver o problema”, comenta.

Processos

A dona de casa ressalta que “voltou” a insistir, que de dezembro de 2014 até hoje, foram muitas às vezes indo na Semadur. Vários moradores relataram ao DD e confirmam as ações feitas pela dona de casa e outros vizinhos. Todos alegaram que a árvore apesar de verde e frondosa, está com defeito (podre) no meio e com a raiz para fora, visivelmente. “Com esses ventos fortes, pode derrubá-la de uma vez só”, declararam.
Para finalizar, Desiré, como demais moradores, apontam pelo menos cinco razões pessoais e publica, para que tenha pedido atendido. 

“Resumindo não tem como arrumar a calçada, porque a raiz só sai a cada dia mais; sujeira é enorme aqui fora, que vai para dentro também; a cerca elétrica dispara a cada chuva ou vento forte, que temos que desligá-la e ficamos sem seu serviço; o transformador da rede pública já estourou umas três vezes; caminhões, incluindo do lixeiro, já não passam, cruzam pela rua, pois os galhos estão baixo na extensão da via e por fim o medo do perigo geral, que já citei”, conclui.

De acordo com a capitã do Corpo de Bombeiros, Geísa Maria Rodrigues Ferreira, podas de árvores com fiação elétrica, devem ser feitas por profissionais capacitados e a Energisa avisada para desligar a rede elétrica. No último mês de Janeiro 2015, um idoso de 75 anos morreu ao levar choque elétrico quando tentava pegar manga, em árvore sob fiação elétrica, no bairro São Francisco, em Campo Grande. 

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da assessoria de comunicação, foi procurada pelo Diário Digital. Conforme é orientado, e-mail foi enviado com questionamentos sobre a situação pontual, mas até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi enviada.

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